20 de janeiro de 2019, 08h30

Relatório do Coaf aponta que Flávio Bolsonaro pagou título de mais de R$ 1 milhão

Segundo o órgão, não houve possibilidade de identificar o favorecido, mas as operações detectadas são muito semelhantes às de Fabrício Queiroz

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil A situação de Flávio Bolsonaro está cada vez mais complicada. Um novo trecho do relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), sobre movimentações bancárias atípicas de Flávio Bolsonaro, aponta que o filho do presidente realizou um pagamento de R$ 1.016.839 de um título bancário da Caixa Econômica Federal, de acordo com informações de Arthur Guimarães e Tatiana Nascimento, para o Jornal Nacional e G1. O Coaf alega que não conseguiu identificar o favorecido e não há data e nenhum outro detalhe do pagamento. Fórum terá um jornalista em Brasília em 2019. Será que você pode...

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

A situação de Flávio Bolsonaro está cada vez mais complicada. Um novo trecho do relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), sobre movimentações bancárias atípicas de Flávio Bolsonaro, aponta que o filho do presidente realizou um pagamento de R$ 1.016.839 de um título bancário da Caixa Econômica Federal, de acordo com informações de Arthur Guimarães e Tatiana Nascimento, para o Jornal Nacional e G1.

O Coaf alega que não conseguiu identificar o favorecido e não há data e nenhum outro detalhe do pagamento.

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O documento, obtido pelo Jornal Nacional, menciona que Flávio realiza operações muito semelhantes com as de Fabrício Queiroz, seu ex-assessor, apesar de as datas serem diferentes.

Em comum: os depósitos e saques eram feitos em caixas de autoatendimento dentro da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj); as operações eram em espécie; os valores eram fracionados.

Conforme informou o Coaf anteriormente, foram 48 depósitos na conta do filho do presidente. Todos no valor de 2 mil, o limite permitido em dinheiro nos caixas automáticos da Alerj. No total, foram R$ 96 mil.

O relatório que analisou as operações na conta de Flávio Bolsonaro foi um desdobramento do primeiro. Nesse levantamento apareciam as movimentações de Queiroz.

Possíveis irregularidades

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) afirmou que recebeu os dados brutos do Coaf e se ateve aos fatos que indicavam possíveis irregularidades.

O MP declarou, também, que teve o cuidado para que nada fosse divulgado antes do processo eleitoral, para que nenhum parlamentar fosse prejudicado.

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