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20 de maio de 2018, 13h21

Relatos indicam existência de cemitério de desaparecidos do Araguaia no Amapá

De acordo com depoimentos, mortos na ditadura militar teriam sido enterrados em um cemitério clandestino, localizado em uma base militar no município de Oiapoque (600 km de Macapá)

Maria Lúcia, do PCdoB, foi assassinada e é uma das desaparecidas no conflito. Foto – Serviço Nacional de Informações/Arquivo Nacional A Comissão Estadual da Verdade do Amapá recolheu informações suficientes para indicar a existência de um local, no qual estariam restos mortais de desaparecidos da guerrilha do Araguaia nos anos 70, segundo reportagem de Carlos Madeiro, para o UOL. De acordo com depoimentos colhidos, mortos na ditadura militar teriam sido enterrados em um cemitério clandestino, localizado em uma base militar no município de Oiapoque (600 km de Macapá), na fronteira com a Guiana Francesa. Segundo esses relatos, o governo do...

Maria Lúcia, do PCdoB, foi assassinada e é uma das desaparecidas no conflito. Foto – Serviço Nacional de Informações/Arquivo Nacional

A Comissão Estadual da Verdade do Amapá recolheu informações suficientes para indicar a existência de um local, no qual estariam restos mortais de desaparecidos da guerrilha do Araguaia nos anos 70, segundo reportagem de Carlos Madeiro, para o UOL. De acordo com depoimentos colhidos, mortos na ditadura militar teriam sido enterrados em um cemitério clandestino, localizado em uma base militar no município de Oiapoque (600 km de Macapá), na fronteira com a Guiana Francesa.

Segundo esses relatos, o governo do território do Amapá à época teria apoiado não só o Exército e suas expedições contra a guerrilha como também na ocultação de corpos dos guerrilheiros mortos. A localização exata onde os corpos estariam enterrados é a vila de Clevelândia do Norte, no extremo norte do estado. De acordo com o presidente da Comissão da Verdade do Amapá, Dorival Santos, os relatos são considerados indícios, mas são pistas importantes para elucidar o mistério que persegue 60 famílias que nunca acharam os corpos dos desaparecidos.

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