28 de janeiro de 2014, 14h49

Relembre: Chacina de Unaí completa dez anos

Quatro funcionários públicos foram assassinados após aplicação de multas milionárias em fazendeiros, os principais suspeitos. Justiça só condenou, até hoje, três pistoleiros

Quatro funcionários públicos foram assassinados após aplicação de multas milionárias em fazendeiros, os principais suspeitos. Justiça só condenou, até hoje, três pistoleiros Por Redação Vítimas da Chacina de Unaí: mandantes não foram julgados até hoje (Divulgação) No noroeste de Minas Gerais, na cidade de Unaí, quatro funcionários do Ministério do Trabalho e Emprego foram assassinados no dia 28 de janeiro de 2004. Completando dez anos, o fato que ficou conhecido como “Chacina de Unaí” ainda não foi julgado. Naquela manhã, Nelson José da Silva, Erastótenes de Almeida Gonçalves, João Batista Soares e Aílton Pereira de Oliveira foram vítimas de uma...

Quatro funcionários públicos foram assassinados após aplicação de multas milionárias em fazendeiros, os principais suspeitos. Justiça só condenou, até hoje, três pistoleiros

Por Redação

Vítimas da Chacina de Unaí: mandantes não foram julgados até hoje (Divulgação)

No noroeste de Minas Gerais, na cidade de Unaí, quatro funcionários do Ministério do Trabalho e Emprego foram assassinados no dia 28 de janeiro de 2004. Completando dez anos, o fato que ficou conhecido como “Chacina de Unaí” ainda não foi julgado.

Naquela manhã, Nelson José da Silva, Erastótenes de Almeida Gonçalves, João Batista Soares e Aílton Pereira de Oliveira foram vítimas de uma emboscada. Segundo a investigação da Polícia Federal, a armadilha foi tramada pelos irmãos Norberto e Antério Mânica.

Quando realizavam uma fiscalização de rotina, na cidade de Unaí, o servidores públicos foram cercados por um grupo que começou a fuzilá-los. A cena foi narrada pelo motorista Ailton Pereira de Oliveira, que conseguiu escapar e chegar com vida ao hospital, morrendo ainda na tarde do dia 28.

O auditor do ministério, Nelson José da Silva, seria o principal alvo do grupo, pois já havia aplicado diversas multas que somavam R$ 2 milhões à fazenda dos irmãos Norberto e Antério Mânica.

Embora a Polícia Federal tenha demorado apenas seis meses para concluir a investigação, apontando os irmãos Norberto e Antério Mânica como mandantes do crime, a Justiça só condenou, até hoje, três pistoleiros: Rogério Alan Rocha Rios pegou 94 anos de prisão; Erinaldo de Vasconcelos Silva, 76 anos e 20 dias; e William Gomes de Miranda, 56 anos.

A segunda sessão do julgamento da Chacina estava prevista para acontecer em 17 de setembro de 2013 em Belo Horizonte, com quatro acusados: Norberto Mânica, Hugo Pimenta, José Alberto de Castro e Humberto Ribeiro dos Santos teriam de se defender diante de sete jurados que compõem o Tribunal do Júri. Mas a sessão foi suspensa pelo Supremo Tribunal Federal, que precisa concluir a votação do mérito do habeas corpus impetrado pela defesa de Norberto Mânica, acolhido pelo relator Marco Aurélio Mello. O réu pretende transferir o local do julgamento para Unaí e a discussão no STF estava empatada quando foi interrompida por um pedido de vistas em 1º de outubro, não sendo retomada desde então.