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25 de outubro de 2016, 08h20

Renan atira contra “juizeco de 1ª instância”, chama PF de fascista e ministro de “chefete de polícia”

Presidente do Congresso Nacional disse, em coletiva de imprensa, que entrará com ação no Supremo Tribunal Federal para fixar competências dos poderes; irritado, ele chamou de "juizeco de primeira instância" o juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, que autorizou a Polícia Federal a cumprir ordens de busca e apreensão no Senado, em uma ação contra agentes da Polícia Legislativa.

Presidente do Congresso Nacional disse, em coletiva de imprensa, que entrará com ação no Supremo Tribunal Federal para fixar competências dos poderes; irritado, ele chamou de “juizeco de primeira instância” o juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, que autorizou a Polícia Federal a cumprir ordens de busca e apreensão no Senado, em uma ação contra agentes da Polícia Legislativa 

Por Brasil 247

O presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse nesta tarde, em coletiva de imprensa, que entrará com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira 25 para fixar competências dos poderes.

“Amanhã, vamos ingressar com uma ação judicial para fixar as competências dos Poderes. Veja onde chegamos”, declarou. “A Lava Jato é sagrada, mas não podemos dizer que não podemos comentar os excessos. Se a cada dia um juiz tomar uma decisão, estaremos passando a um Estado de exceção depois de um estado policialesco, como disse Gilmar Mendes em 2009”, acrescentou Renan.

Irritado, o senador chamou de “juizeco de primeira instância” o juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, que autorizou a Polícia Federal a cumprir ordens de busca e apreensão no Senado, em uma ação que resultou na prisão de quatro agentes da Polícia Legislativa do Senado, e afirmou que “o ministro da Justiça está atuando como um chefete de Polícia”.

“Um juizeco de primeira instância não pode, a qualquer precipitação, autorizar uma ação em outro Poder”, disse Renan. “Estou repelindo essa invasão”, afirmou ainda. Renan destacou que “a Polícia do Senado não é invenção de ninguém, como tentam aparentar. É constitucional. De 2013 a 2016, foram 17 varreduras em residências de senadores, a pedido. Fazer varredura para detectar grampos ilegais, a pedido dos senadores, é rotina”.

Os agentes da Polícia Legislativa foram presos acusados de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato e atuar em favor de quatro senadores, fazendo varreduras para identificar grampos ilegais. No dia da operação, na última sexta-feira 21, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse que os policiais legislativos “extrapolaram” suas funções.

Foto: Pedro França / Agência Senado