18 de setembro de 2018, 22h03

Renan Calheiros é absolvido pela Segunda Turma do STF da acusação de peculato

Senador era acusado por suspeita de desviar dinheiro; a fraude teria ocorrido quando ele tentou justificar recursos para pagar pensão da filha

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Por unanimidade, ou seja, 4 votos a 0, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) foi absolvido, nesta terça-feira (18), pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). A acusação era de peculato (apropriação de dinheiro público). As informações são de Mariana Oliveira e Luiz Felipe Barbiéri, no G1.

Três ministros compreenderam que não havia provas para condenação do senador: Edson Fachin, Celso de Mello e Ricardo LewandowskI. O ministro Gilmar Mendes considerou que não houve crime. Cármen Lúcia, que deixou a presidência da Corte e também integra a Segunda Turma, não participou de sessão.

Em nota divulgada depois do resultado, Renan afirmou que o resultado o fez “acreditar na Justiça e seguir em frente”. A ação penal foi aberta a partir do caso Mônica Veloso. Em 2007, o Calheiros foi alvo de acusações de que uma empreiteira pagava a pensão da filha que ele teve com a jornalista. À época, o parlamentar respondeu processo no Conselho de Ética e renunciou à presidência do Senado.