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02 de fevereiro de 2019, 19h02

Renan Calheiros retira candidatura e Davi Alcolumbre, da base bolsonarista, é eleito presidente do Senado

Na campanha de 2014, Alcolumbre, que teve uma das campanhas mais caras do País, foi acusado de abuso de poder político e de autoridade, captação ilícita de votos. Ele também foi investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por supostos crimes contra a administração pública e de formação de quadrilha

Davi Alcolumbre. Foto: Pedro França/Agência Senado
Após dois dias diversas manobras e uma disputa tensa e intensa com Renan Calheiros (MDB/AL), Davi Alcolumbre (DEM/AP), candidato de Onyx Lorenzoni (DEM/RS) foi eleito presidente do Senado na tarde deste sábado (2). A primeira votação, feita em cédula, foi anulada por suspeita de fraude. Na sequência, em novo pleito, Renan fez um discurso antes de seu voto e retirou sua candidatura. Com a decisão, a votação continuou e o senador governista foi eleito. Em segunda chance, após eleição fraudada, Flávio Bolsonaro declara voto em Alcolumbre Aos 41 anos, David Samuel Alcolumbre Tobelem foi eleito em 2014, após cumprir 3...

Após dois dias diversas manobras e uma disputa tensa e intensa com Renan Calheiros (MDB/AL), Davi Alcolumbre (DEM/AP), candidato de Onyx Lorenzoni (DEM/RS) foi eleito presidente do Senado na tarde deste sábado (2). A primeira votação, feita em cédula, foi anulada por suspeita de fraude. Na sequência, em novo pleito, Renan fez um discurso antes de seu voto e retirou sua candidatura. Com a decisão, a votação continuou e o senador governista foi eleito.

Em segunda chance, após eleição fraudada, Flávio Bolsonaro declara voto em Alcolumbre

Aos 41 anos, David Samuel Alcolumbre Tobelem foi eleito em 2014, após cumprir 3 mandatos consecutivos no baixo clero da Câmara Federal. No comando do Senado, Alcolumbre terá a função de tratorar o plenário para imposição da pauta de projetos de Jair Bolsonaro

Acusado de abuso do poder econômico e apresentação de notas frias em prestação de contas de sua disputa ao Senado, Alcolumbre teve, proporcionalmente, uma das campanhas mais caras do país em 2014, gastando R$ 2.036.617,00.

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O senador, que iniciou a carreira política como vereador e foi duas vezes deputado federal, é também alvo de investigação referente a abuso de poder político e de autoridade e captação ilícita de sufrágio, em esquema envolvendo a celebração de convênios milionários entre o Estado do Amapá e a prefeitura de Macapá para a realização de obras de asfaltamento, além do uso de veículos de comunicação custeados com recursos públicos.

Na mesma acusação, consta a suspeita de que tenha constrangido servidores comissionados da prefeitura de Macapá a apoiá-lo, sob pena de serem demitidos, e do Batalhão de Operações Especiais da PM/AP e do Corpo de Bombeiros Militar, sob pena de transferência para outra unidade ou represálias.

Em 2005, Alcolumbre foi investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por supostos crimes contra a administração pública e de formação de quadrilha. O processo teve origem com a Operação Pororoca, realizada pela Polícia Federal em 2004 para desbaratar uma quadrilha que fraudava licitações. Segundo a PF, o grupo fraudou licitações de pelo menos 17 obras públicas do Amapá, que juntas totalizavam R$ 103 milhões. O esquema envolvia desvio de dinheiro público por meio do superfaturamento de obras na área da Saúde executadas por uma mesma empreiteira. Parte das verbas era liberada por meio de emendas.

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