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22 de maio de 2019, 09h12

Repreendido mais uma vez por Paulo Guedes, Bolsonaro minimiza manifestações do dia 26

Guedes disse claramente que os atos atrapalham a tramitação da reforma da Previdência. Depois da reprimenda, Bolsonaro foi às redes dizer que acredita na "harmonia dos três poderes" e que não tem nenhum envolvimento com os atos

Bolsonaro, Paulo Guedes e Onyx Lorenzoni (Marcos Corrêa/PR)
Depois de ser repreendido mais uma vez pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, Jair Bolsonaro mudou o discurso e minimizou os atos convocados em seu apoio para o próximo domingo (26). Segundo a coluna Painel, da jornalista Daniela Lima, na edição desta quarta-feira (22) da Folha de S.Paulo, Guedes disse claramente a Bolsonaro que os atos podem atrapalhar a tramitação da proposta governista de reforma da Previdência no Congresso. Bolsonaro teria afirmado que a mobilização “é espontânea” e que ele, pessoalmente, não tem a ver com ela. Após a advertência de Guedes, o porta-voz da presidência, Otávio Rêgo Barros, informou...

Depois de ser repreendido mais uma vez pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, Jair Bolsonaro mudou o discurso e minimizou os atos convocados em seu apoio para o próximo domingo (26).

Segundo a coluna Painel, da jornalista Daniela Lima, na edição desta quarta-feira (22) da Folha de S.Paulo, Guedes disse claramente a Bolsonaro que os atos podem atrapalhar a tramitação da proposta governista de reforma da Previdência no Congresso.

Bolsonaro teria afirmado que a mobilização “é espontânea” e que ele, pessoalmente, não tem a ver com ela.

Após a advertência de Guedes, o porta-voz da presidência, Otávio Rêgo Barros, informou que Bolsonaro decidiu não participar das manifestações no dia 26.

Antes, o capitão chegou a cogitar participar das mobilizações, que têm entre suas principais reivindicações o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Congresso Nacional, endossando os ataques do presidente à “classe política”.

Mais tarde, pelo Twitter, Bolsonaro publicou mensagem dizendo que acredita “na harmonia, na sensibilidade e no patriotismo dos integrantes dos três Poderes da República para o momento que atravessa nossa Nação” e ressaltou que não tem nenhum envolvimento com os atos do dia 26.

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“Quanto aos atos do dia 26, vejo como uma manifestação espontânea da população, que de forma inédita vem sendo a voz principal para as decisões políticas que o Brasil deve tomar”.

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