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13 de julho de 2018, 21h08

Representatividade: Scarlett Johansson abandona filme em que interpretaria homem trans

A atriz, que é cisgênero, ouviu as críticas e decidiu abandonar o papel em que interpretaria um homem trans no filme 'Rub and Tug'. "Nossa compreensão cultural das pessoas trans continua a evoluir"

Foto: Divulgação
Em sintonia com a questão da representatividade no mundo das artes, a atriz Scarlett Johansson anunciou, nesta sexta-feira (13), que abandonará o filme “Rub and Tug”, em que interpretaria um homem trans. A decisão veio após as críticas da comunidade trans que surgiram após o anúncio de sua personagem. À luz das questões éticas que foram levantadas sobre eu ser escolhida como Dante Tex Gill, decidi respeitosamente cancelar minha participação no projeto. Nossa compreensão cultural das pessoas trans continua a evoluir, e eu aprendi muito com a comunidade desde que fiz minha primeira declaração sobre minha escolha, e percebi que...

Em sintonia com a questão da representatividade no mundo das artes, a atriz Scarlett Johansson anunciou, nesta sexta-feira (13), que abandonará o filme “Rub and Tug”, em que interpretaria um homem trans.

A decisão veio após as críticas da comunidade trans que surgiram após o anúncio de sua personagem. À luz das questões éticas que foram levantadas sobre eu ser escolhida como Dante Tex Gill, decidi respeitosamente cancelar minha participação no projeto. Nossa compreensão cultural das pessoas trans continua a evoluir, e eu aprendi muito com a comunidade desde que fiz minha primeira declaração sobre minha escolha, e percebi que fui insensível”, afirmou.

A questão da representatividade trans é apontada como uma das principais causas da marginalização a que essa população está historicamente submetida. Em entrevista à Fórum, a atriz paulistana Leona Jhovs, que é uma mulher trans, falou sobre o assunto. “Quando entra um corpo cisgênero representando a gente, estão nos apagando, reforçando que o nosso lugar é o lugar que sempre ocupamos: a prostituição, a margem. Então, permitir que nós entremos em cena e nos representemos é o contrário disso. É naturalizar nossos corpos”.

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