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11 de maio de 2019, 12h41

Revista Elle EUA apresenta capa com pessoa trans pela primeira vez em sua história

Indya Moore é modelo, atriz e ativista e se reconhece como não binária; a grife Louis Vitton abraçou a causa, vestiu a modelo para a capa da Elle e a tornou embaixadora da marca

(Foto: Divulgação)
A edição do mês de junho de 2019 da versão norte-americana da revista francesa Elle estampará em sua capa, pela primeira vez, em uma pessoa trans: Indya Moore, de 24 anos, modelo, atriz e ativista. Indya se reconhece como não binária, ou seja, não se identifica totalmente como mulher nem como homem, mas aceita ser chamada no feminino. A atriz, que entrou no sistema de adoção temporária aos 14 anos, refletiu sobre a importância da visibilidade conquistada: “Eu não sei me divertir, não sei qual é o meu restaurante favorito. Quando estou com pessoas conversando sobre o dia delas, fico pensando:...

A edição do mês de junho de 2019 da versão norte-americana da revista francesa Elle estampará em sua capa, pela primeira vez, em uma pessoa trans: Indya Moore, de 24 anos, modelo, atriz e ativista.

Indya se reconhece como não binária, ou seja, não se identifica totalmente como mulher nem como homem, mas aceita ser chamada no feminino.

A atriz, que entrou no sistema de adoção temporária aos 14 anos, refletiu sobre a importância da visibilidade conquistada: “Eu não sei me divertir, não sei qual é o meu restaurante favorito. Quando estou com pessoas conversando sobre o dia delas, fico pensando: ‘O que elas poderiam estar falando? Como não estão falando sobre a desconstrução da supremacia branca agora? Como não estamos tentando salvar as pessoas trans?’. Não sei quem eu sou se não estou apenas pensando em tentativas para ser livre e encontrar segurança para mim e outros como eu”, escreveu em uma rede social. 

A grife Louis Vitton abraçou a causa: vestiu a modelo para a capa da Elle e a tornou embaixadora da marca.

“Eu sabia que tinha a chance de ensinar ao mundo algo que ajudaria mais pessoas a estarem seguras”, completou Indya. 

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We don't always have access to the tools we need to break wall, break ground & Reconstruct space invading infrastructure that is designed homogenously & exclusively. so many of us use our hands, arms legs & feet, have died in the process too, Just to weaken these infrastructures enough so that people with tools and break them. I am so grateful for them- all the trans and gender non-conforming people who have attacked these walls, chipped and even broke part of and so much the infrastructure down with bare fist and foot. I am so grateful for everyone within the infrastructures who have chosen to listen, watched, stepped out to see the people around these structures that have been marginalized and locked out for having different experiences & have helped to break down these structures of priviledge and take that labor from those who die because of a lack of access, and fall short of visibility because of lack of access & safety… There is so much more work to do- so much more listening so much more intentionality, & vindicational work that must be done for marginalized people. ELLE: @elleusa Editor in Chief: Nina Garcia @ninagarcia Photographer: Zoey Grossman @zoeygrossman Stylist: Charles Varenne @charlesvarenne Hair: Hos Hounkpatin @hoshounkpatin Makeup: Vincent Oquendo @makeupvincent Manicure: Marisa Carmichael @marisacarmichael

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