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27 de agosto de 2018, 15h59

Roberto Jefferson, Cristiane Brasil e Paulinho da Força estão entre os 26 denunciados por fraudes

Procuradoria-geral da República implica grupo por organização criminosa, em ações fraudulentas no Ministério do Trabalho

Roberto Jefferson é um dos denunciados pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge – Foto: Valter Campanato/Agência Brasil Raquel Dodge, procuradora-geral da República, denunciou nada menos do que 26 pessoas por organização criminosa, em suposta atuação no Ministério do Trabalho. A acusação, segundo reportagem de Daniel Gullino, de O Globo, aponta irregularidades na concessão de registros sindicais. Entre os citados estão o ex-ministro do Trabalho, Helton Yomura; o presidente do PTB, o ex-deputado Roberto Jefferson; e os deputados Cristiane Brasil (PTB-RJ), Jovair Arantes (PTB-GO), Nelson Marquezelli (PTB-SP), Paulinho da Força (SD-SP), Wilson Filho (PTB-PB), entre outros. A denúncia faz parte das ações da Operação Registro Espúrio e foi enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF). O...

Roberto Jefferson é um dos denunciados pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge – Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Raquel Dodge, procuradora-geral da República, denunciou nada menos do que 26 pessoas por organização criminosa, em suposta atuação no Ministério do Trabalho. A acusação, segundo reportagem de Daniel Gullino, de O Globo, aponta irregularidades na concessão de registros sindicais. Entre os citados estão o ex-ministro do Trabalho, Helton Yomura; o presidente do PTB, o ex-deputado Roberto Jefferson; e os deputados Cristiane Brasil (PTB-RJ), Jovair Arantes (PTB-GO), Nelson Marquezelli (PTB-SP), Paulinho da Força (SD-SP), Wilson Filho (PTB-PB), entre outros.

A denúncia faz parte das ações da Operação Registro Espúrio e foi enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF). O relator é o ministro Edson Fachin. Segundo informações da PGR, as investigações duraram um período de um ano.

A acusação veio após delação premiada de Renato Araújo Júnior, ex-coordenador de Registro Sindical, divulgada pelo Globo na semana passada. Araújo afirmou que atendia aos interesses de Cristiane Brasil e Roberto Jefferson no ministério.

“Os elementos probatórios reunidos no inquérito indicaram que representantes das entidades sindicais ingressam no esquema criminoso em razão da burocracia existente na Secretaria de Relações do Trabalho, que dificulta – e muitas vezes impede – a obtenção de registro àqueles que se recusam a ofertar a contrapartida ilícita que lhes era exigida”, escreveu Raquel Dodge.

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