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06 de junho de 2016, 12h08

Rodrigo Janot pediu busca e apreensão no Senado contra Aécio Neves

Operação só não ocorreu porque o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), emitiu nota negando que o tucano tenha manipulado indevidamente documentos da CPI dos Correios.

Operação só não ocorreu porque o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), emitiu nota negando que o tucano tenha manipulado indevidamente documentos da CPI dos Correios Por Redação Em uma ação cautelar sigilosa, em maio, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, chegou a solicitar uma ação de busca e apreensão no Senado para coletar dados do atual presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG). Segundo Janot, o tucano tentou desvirtuar as investigações da CPI dos Correios em 2005 ao atrasar o envio de documentos do Banco Rural para a Comissão Parlamentar de Inquérito. O procurador afirma ainda que o atraso tinha como objetivo ganhar...

Operação só não ocorreu porque o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), emitiu nota negando que o tucano tenha manipulado indevidamente documentos da CPI dos Correios

Por Redação

Em uma ação cautelar sigilosa, em maio, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, chegou a solicitar uma ação de busca e apreensão no Senado para coletar dados do atual presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG).

Segundo Janot, o tucano tentou desvirtuar as investigações da CPI dos Correios em 2005 ao atrasar o envio de documentos do Banco Rural para a Comissão Parlamentar de Inquérito. O procurador afirma ainda que o atraso tinha como objetivo ganhar tempo para que dados que comprometessem nomes do PSDB fossem apagados.

O ministro do STF Gilmar Mendes autorizou o pedido, fazendo ressalvas de que a ação fosse discreta e acompanhada por um oficial de justiça do Supremo. A operação só não ocorreu porque o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), emitiu uma nota negando a manipulação indevida nos documentos da Comissão.

A suspeita sobre Aécio havia sido levada à PGR pelo ex-senador Delcídio do Amaral, delator da Operação Lava Jato. O gabinete do presidente do PSDB alegou em nota, no último dia 3, que a movimentação dos documentos aconteceu dentro do regime legal.

Veja também:  Em meio a Vaza Jato, Corregedoria do MP instaura processo contra Dallagnol

* Com informações da Folha de S.Paulo

Foto: Lula Marques/ Agência PT

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