04 de fevereiro de 2019, 19h08

Roger Waters declara apoio a Nicolás Maduro

O músico, conhecido por seus posicionamentos políticos à esquerda, denunciou o interesse dos Estados Unidos no petróleo venezuelano e pediu para que o país interrompa o golpe em curso no país vizinho; "Deixe o povo venezuelano em paz"

Foto: Divulgação
Roger Waters, um dos músico mais influentes da atualidade, usou sua conta do Twitter na noite deste domingo (3) para sair em defesa do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e denunciar o golpe em curso no país capitaneado pelos Estados Unidos. “Deixe o povo venezuelano em paz. Eles têm uma democracia real. Pare de tentar destruí-la para que 1% possa explorar o óleo. Estados Unidos, fiquem fora disso!”, escreveu o ex-baixista do Pink Floyd. A note from Roger: THIS IS TODAY!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! STOP THIS LATEST USG INSANITY, LEAVE THE VENEZUELAN PEOPLE ALONE. THEY HAVE A REAL DEMOCRACY, STOP TRYING TO DESTROY...

Roger Waters, um dos músico mais influentes da atualidade, usou sua conta do Twitter na noite deste domingo (3) para sair em defesa do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e denunciar o golpe em curso no país capitaneado pelos Estados Unidos.

“Deixe o povo venezuelano em paz. Eles têm uma democracia real. Pare de tentar destruí-la para que 1% possa explorar o óleo. Estados Unidos, fiquem fora disso!”, escreveu o ex-baixista do Pink Floyd.

A declaração do músico vem em meio a uma crise política e econômica na Venezuela que se acentuou após a reeleição de Maduro, no mês passado. Os Estados Unidos, que vem sufocando o país vizinho financeiramente, não reconheceu a vitória do atual presidente e vem apoiando a oposição, cujo líder se autoproclamou presidente na última semana e foi reconhecido, além dos EUA, por países como Argentina e Brasil. Rússia, China e Turquia, entre outros, seguem reconhecendo Maduro como presidente legítimo da Venezuela.

Direita decepcionada

Antes de decepcionar a direita venezuelana e norte-americana, Rogers irritou parte da direita brasileira quando, no ano passado, fez uma turnê no Brasil em que trazia em seus shows projeções de imagens que associavam o então candidato à presidência Jair Bolsonaro ao neofascismo mundial.

Em outubro, o músico disparou: “Bolsonaro é louco, vingativo e insano”

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