21 de novembro de 2018, 17h05

Saída de cubanos deixa unidades de saúde sem médicos e pacientes enfrentam filas

Em Campinas, além de não encontrar médicos, pacientes não estão conseguindo agendar consultas, o mesmo acontecendo em São Miguel Arcanjo

Placa em posto de São Leopoldo avisa que não há médicos — Foto: Reprodução/RBS TV

Algumas cidades pelo país começaram a sentir os reflexos da saída dos médicos cubanos que atuavam no Programa Mais Médicos. Pacientes encontraram postos sem médicos ou enfrentaram filas e atrasos no atendimento nesta quarta-feira (21).

A saída do Mais Médicos foi anunciada no dia 14 de novembro pelo governo cubano, sem informar até quando os médicos atuariam no programa. A previsão da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) é de todos voltem para Cuba até 12 de dezembro. As informações são do G1.

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Cidades como São Paulo, Itapecerica da Serra (SP), Ponta Grossa (PR), Novo Hamburgo (RS), São Leopoldo (RS), Gravataí (RS), Cruzeiro do Sul (AC), Campinas (SP), São Miguel Arcanjo (SP) e Uberaba (MG) estão com suas unidades de saúde sem médico.  Em Campinas, além de não encontrar profissionais, pacientes não estão conseguindo agendar consultas. O mesmo acontece em São Miguel Arcanjo, cidade paulista com 33 mil habitantes.

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Dos 10 médicos que atuavam no programa Saúde da Família em São Miguel Arcanjo, sete eram cubanos. Dois brasileiros já tinham deixado o programa, e agora só há um profissional trabalhando. 

Na Unidade de Saúde Básica do Jardim Analândia, em São Paulo, um aviso colado à parede informava que no momento não terá agendamento clínico, por motivo do cancelamento do programa Mais Médicos.

Cartaz no Centro de Saúde do Jardim Rossin, em Campinas, avisa sobre suspensão de agendamentos por causa da saída dos médicos cubanos. — Foto: Conselho de Saúde de Campinas/Divulgação

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