12 de março de 2019, 06h52

Sargento reformado é preso por efetuar tiros que mataram Marielle Franco; ex-PM dirigia o carro

Segundo as investigações, Ronnie Lessa fez os disparos para matar Marielle e Élcio Queiroz dirigiu o carro usado para levar o assassino

Ronnie Lessa (D) e a ação da PM no condomínio Vivendas da Barra para prendê-lo (Reprodução/TV Globo)
Policiais da Divisão de Homicídios e promotores do Ministério Público estadual do Rio de Janeiro prenderam, na manhã desta terça-feira (12), o policial militar reformado Ronnie Lessa, 48 anos, e o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, de 46 anos, apontados como suspeitos pelos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Segundo as investigações, o sargento reformado Ronnie Lessa fez os disparos contra a vereadora e Élcio dirigiu o carro usado para levar o executor. Ronnie estaria no banco de trás do Cobalt. Leia também: “É inconteste que Marielle foi executada em razão da atuação política”, dizem promotoras...

Policiais da Divisão de Homicídios e promotores do Ministério Público estadual do Rio de Janeiro prenderam, na manhã desta terça-feira (12), o policial militar reformado Ronnie Lessa, 48 anos, e o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, de 46 anos, apontados como suspeitos pelos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Segundo as investigações, o sargento reformado Ronnie Lessa fez os disparos contra a vereadora e Élcio dirigiu o carro usado para levar o executor. Ronnie estaria no banco de trás do Cobalt.

Leia também: “É inconteste que Marielle foi executada em razão da atuação política”, dizem promotoras

De acordo com informações do jornal O Globo, Lessa foi preso em sua casa às 4h, no condomínio Vivendas da Barra, na Barra da Tijuca, zona oeste. O local é o mesmo da casa onde mora o presidente Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro.

O policial reformado foi levado para a Divisão de Homicídios do Rio por volta das 4h30. A investigação ainda tenta esclarecer, no entanto, quem foram os mandantes do crime e a motivação.

A Operação Lume realiza ainda mandados de busca e apreensão contra os denunciados para apreender documentos, telefones celulares, notebooks, computadores, armas, acessórios, munição e outros objetos. Durante todo o dia, haverá buscas em 34 endereços de outros suspeitos.

Lessa foi levado para a Divisão de Homicídios do Rio por volta das 4h30. De acordo com os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o crime foi meticulosamente planejado durante três meses. O atentado completa um ano nesta quinta-feira (14).