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28 de fevereiro de 2018, 18h08

SBPC organiza abaixo-assinado em defesa do cientista Elisaldo Carlini

De acordo com o manifesto, intimação do pesquisador é “uma provocação cruel e vazia contra um cientista que dedicou toda sua vida à fronteira do conhecimento”

O professor Carlini foi chamado para depor na polícia de São Paulo, para prestar depoimento sob a alegação de fazer apologia ao uso de drogas – Foto: José Luiz Guerra/Imprensa/Unifesp A SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) organizou um abaixo-assinado em defesa do cientista e professor emérito da Unifesp, Elisaldo Carlini, e pela liberdade de pesquisa científica no País. Aos 88 anos de idade, 62 anos dedicados à pesquisa sobre os efeitos de entorpecentes, e com mais de 12 mil citações de seus trabalhos em artigos científicos de todo o mundo, o professor foi chamado para depor na...

O professor Carlini foi chamado para depor na polícia de São Paulo, para prestar depoimento sob a alegação de fazer apologia ao uso de drogas – Foto: José Luiz Guerra/Imprensa/Unifesp

A SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) organizou um abaixo-assinado em defesa do cientista e professor emérito da Unifesp, Elisaldo Carlini, e pela liberdade de pesquisa científica no País. Aos 88 anos de idade, 62 anos dedicados à pesquisa sobre os efeitos de entorpecentes, e com mais de 12 mil citações de seus trabalhos em artigos científicos de todo o mundo, o professor foi chamado para depor na polícia de São Paulo, na última quarta-feira (21), para prestar depoimento sob a alegação de fazer apologia ao uso de drogas. As informações são do blog Nocaute.

De acordo com o manifesto da instituição, a ação é “uma provocação cruel e vazia contra um cientista que dedicou toda sua vida à fronteira do conhecimento”. A SBPC ressalta a importância da campanha, já que a intimação atinge não apenas Carlini, mas “todos os cientistas brasileiros e ameaça à liberdade de pesquisa e de expressão”.

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Durante o regime militar, a SBPC cumpriu um importante papel de resistência, manifestando-se contra perseguições a professores, pesquisadores e estudantes, e interferências nos sistemas educacional e científico que pudessem ferir a autonomia das universidades.

As reuniões anuais da instituição eram palco para manifestações políticas contra a ditadura. Com outros canais de manifestação fechados pelo governo militar, a SBPC passou a ser um dos poucos espaços com alguma liberdade para se posicionar politicamente.

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