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29 de janeiro de 2018, 15h15

“Se o Judiciário seguir como ator político, vejo um futuro tenebroso”, diz Eugênio Aragão

O ex-ministro da Justiça afirmou que a confirmação da condenação de Lula pelo TRF-4 representa a censura a um projeto democrático, por um Judiciário cada vez mais empenhado em fazer política.

O ex-ministro da Justiça afirmou que a confirmação da condenação de Lula pelo TRF-4 representa a censura a um projeto democrático, por um Judiciário cada vez mais empenhado em fazer política. Da Redação* O ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão disse que a confirmação da condenação de Lula pelo TRF da 4ª Região representa a censura a um projeto democrático, por um Judiciário cada vez mais empenhado em fazer política. “O que está em jogo é muito mais do que o não provimento de uma apelação. Mesmo sem votos e sem mandato, os juízes estão decidindo por nós o caminho que...

O ex-ministro da Justiça afirmou que a confirmação da condenação de Lula pelo TRF-4 representa a censura a um projeto democrático, por um Judiciário cada vez mais empenhado em fazer política.

Da Redação*

O ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão disse que a confirmação da condenação de Lula pelo TRF da 4ª Região representa a censura a um projeto democrático, por um Judiciário cada vez mais empenhado em fazer política. “O que está em jogo é muito mais do que o não provimento de uma apelação. Mesmo sem votos e sem mandato, os juízes estão decidindo por nós o caminho que o Brasil deve seguir. Está em xeque a credibilidade do Judiciário, porque ele ingressou em um terreno perigoso, que é o da arena política. A condenação de Lula significa censura a um projeto democrático, vinda de um órgão que não tem esse papel. E sabemos perfeitamente que o juiz Sergio Moro agiu com intuito partidário”, disse Aragão, em entrevista à revista Carta Capital.

“Se o Judiciário continuar se portando como um ator político, vejo um futuro tenebroso. A história não termina aqui. Lula pode ser impedido, mas as demandas da grande maioria da população, sobretudo a dos mais pobres, são concretas”, diz ele.

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Segundo o ex-ministro, os conflitos sociais vão persistir e, com a retirada de direitos, devem se agudizar. “Vemos a criminalidade aumentar, assim como a precarização do trabalho e a inadimplência. As grandes empresas nacionais, que poderiam desenhar um futuro mais promissor, estão em profunda crise ou estagnadas. Aonde vamos chegar? Em um cenário de conflagração, de convulsão social”, alerta.

*Com informações da Carta Capital e do Brasil 247

Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

 

 

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