Seja Sócio Fórum
08 de setembro de 2014, 20h24

‘Se virem. Não colaboro com inimigo’, diz militar à Comissão da Verdade

O coordenador da Comissão, Pedro Dallari, classificou a atitude como uma “afronta” e vai pedir que Ministério da Defesa apure infração disciplinar.

O coordenador da Comissão, Pedro Dallari, classificou a atitude como uma “afronta” e vai pedir que Ministério da Defesa apure infração disciplinar Por Redação O tenente do Exército José Conegundes do Nascimento foi convocado para depor à Comissão da Verdade, mas se recusou a comparecer à audiência. Ele atuou na repressão à Guerrilha do Araguaia e foi chamado para prestar depoimento na sede da Comissão, em Brasília. Porém, na última semana, devolveu o ofício com um recado por escrito: “Não vou comparecer. Se virem. Não colaboro com o inimigo”. Além de Conegundes, o general José Brandt Teixeira também se recusou...

O coordenador da Comissão, Pedro Dallari, classificou a atitude como uma “afronta” e vai pedir que Ministério da Defesa apure infração disciplinar

Por Redação

O tenente do Exército José Conegundes do Nascimento foi convocado para depor à Comissão da Verdade, mas se recusou a comparecer à audiência. Ele atuou na repressão à Guerrilha do Araguaia e foi chamado para prestar depoimento na sede da Comissão, em Brasília. Porém, na última semana, devolveu o ofício com um recado por escrito: “Não vou comparecer. Se virem. Não colaboro com o inimigo”.

Além de Conegundes, o general José Brandt Teixeira também se recusou a participar, alegando que, para atender ao pedido, as convocações deveriam partir do Comando do Exército. O coordenador da Comissão da Verdade, Pedro Dallari, classificou a atitude como uma “afronta” e disse que vai solicitar que o Ministério da Defesa apure eventual infração disciplinar por parte dos dois oficias da Reserva.

Nesta semana, haverá uma nova convocação para oito militares que já se recusaram a prestar esclarecimentos sobre eventuais episódios de tortura cometidos por agentes do Estado durante a ditadura no Brasil. Três deles alegaram problemas de saúde e, por isso, está sendo avaliada a possibilidade de colher os depoimentos em casa.

Nesta segunda-feira (8), havia as oitivas de cinco testemunhas marcadas, mas apenas o general de brigada Ricardo Agnese Fayad compareceu. Mesmo assim, permaneceu em silêncio, sem responder nenhum dos questionamentos feitos pela Comissão.


Foto de capa: Divulgação

Fórum em Brasília, apoie a Sucursal

Fórum tem investido cada dia mais em jornalismo. Neste ano inauguramos uma Sucursal em Brasília para cobrir de perto o governo Bolsonaro e o Congresso Nacional. A Fórum é o primeiro veículo a contratar jornalistas a partir de financiamento coletivo. E para continuar o trabalho precisamos do seu apoio. Clique no link abaixo e faça a sua doação.

Apoie a Fórum