23 de janeiro de 2019, 08h31

Secretário de Segurança Pública, general tucano escala militar no lugar de economista convidado por Moro

“O Secretário Nacional de Segurança Pública escolheu outra pessoa, um militar, para coordenar a área de estatísticas. Sou grato ao ministro Sergio Moro pelo convite e a todos amigos pelas mensagens”, disse o economista Cristiano Oliveira, preterido do cargo pelo general tucano.

O secretario de Segurança Público, Guilherme Theophilo, e Sérgio Moro (Reprodução/Montagem)
Secretário Nacional de Segurança Pública, o general Guilherme Teophilo reviu a indicação de Sergio Moro para a coordenação da área de estatística do órgão e escalou um militar para a área. A informação é da jornalista Daniela Lima, na coluna Painel desta quarta-feira (23) na Folha de S.Paulo. O general de quatro estrelas, que concorreu ao governo do Ceará pelo PSDB – e foi derrotado no primeiro turno da disputa com apenas 11% dos votos, contra 79,96% do petista Camilo Santana – entrou para a reserva em março de 2018. Na campanha, ele chegou a dizer que a ditadura militar...

Secretário Nacional de Segurança Pública, o general Guilherme Teophilo reviu a indicação de Sergio Moro para a coordenação da área de estatística do órgão e escalou um militar para a área. A informação é da jornalista Daniela Lima, na coluna Painel desta quarta-feira (23) na Folha de S.Paulo.

O general de quatro estrelas, que concorreu ao governo do Ceará pelo PSDB – e foi derrotado no primeiro turno da disputa com apenas 11% dos votos, contra 79,96% do petista Camilo Santana – entrou para a reserva em março de 2018. Na campanha, ele chegou a dizer que a ditadura militar não existiu e, alçado à secretaria de Segurança Pública, afirmou que há políticos no tráfico e que vai pegar “colarinho branco”.

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Moro, que está em Davos acompanhando Jair Bolsonaro (PSL) no Fórum Econômico Mundial, havia convidado o economista Cristiano Oliveira para comandar o setor. Mas Teophilo escalou um militar para o posto.

Segundo a reportagem, em 31 de dezembro, Oliveira disse nas redes sociais que havia aceitado o convite de Moro e que seria um desafio abrir mão da família e de seu trabalho na Universidade Federal do Rio Grande para morar em Brasília.

Já na segunda-feira (21), o economista voltou às redes: “O Secretário Nacional de Segurança Pública escolheu outra pessoa, um militar, para coordenar a área de estatísticas. Sou grato ao ministro Sergio Moro pelo convite e a todos amigos pelas mensagens”.

Segundo a jornalista, especialistas em segurança pública lamentaram o episódio e temem que Moro perca espaço para militares na pasta.

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