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10 de Fevereiro de 2018, 13h43

Segovia volta atrás e nega que PF vá arquivar investigação de Temer sobre Decreto dos Portos

O diretor-geral da corporação afirmou, em mensagem enviada a colegas no WhatsApp, que “em momento algum” falou que seria arquivada a apuração que investiga o envolvimento de Ter em propinas no Porto de Santos.

O diretor-geral da corporação afirmou, em mensagem enviada a colegas no WhatsApp, que “em momento algum” falou que seria arquivada a apuração que investiga o envolvimento de Ter em propinas no Porto de Santos.

Da Redação*

O diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, afirmou neste sábado (10,) em mensagem enviada a colegas no WhatsApp, que “em momento algum” falou que seria arquivada a apuração que investiga o Decreto dos Postos e envolve Michel Temer. O dirigente havia dito que as investigações da Polícia Federal não encontraram provas de irregularidades.

“Em momento algum falei que a investigação vai ser arquivada. Falei que o delegado Cleyber tem total independência na condução das investigações. Disse que ele está fazendo uma cabal apuração de todos os fatos. Infelizmente, dei uma opinião pessoal no final da entrevista. Se pareceu que havia uma intervenção foi por causa do repórter que deu a interpretação que quis ao conjunto da entrevista”, afirmou na primeira mensagem enviada às 8h45. Seus relatos foram publicados no blog do Fausto Macedo, no Estado de S.Paulo.

À Reuters, o diretor da PF havia dito que não existem indícios de que a empresa Rodrimar tenha sido beneficiada pelo decreto, editado, em 2017. A PF investiga se a medida que ampliou para 35 anos as concessões do setor favoreceu a empresa. Além de Temer, são investigados o ex-assessor da presidência Rodrigo Rocha Loures, o presidente da Rodrimar, Antônio Grecco, e o diretor da empresa Ricardo Mesquita.

Em outra mensagem, Segovia avisou a seus pares que vai “publicar uma nota de esclarecimento à imprensa, onde será reafirmada a independência e o respeito ao DPF Cleyber, o qual pode reafirmar que jamais houve ou haverá interveniência da DG (Diretoria-Geral) em qualquer investigação na PF”.

*Com informações de Estado de S.Paulo

Foto: Leonardo Duarte/Secom