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04 de agosto de 2014, 13h46

Segundo ONU, 77 milhões de brasileiros não têm acesso regular à água

“Nos últimos anos, o Brasil experimentou um desenvolvimento significativo, com crescimento econômico e uma melhoria dos indicadores sociais. Mas essas ganhos ainda não foram refletidos nos serviços de água e saneamento básico”, diz relatório produzido pela entidade Por Redação Um levantamento realizado pela Organização das Nações Unidas (ONU) aponta que 77 milhões de brasileiros não têm acesso a um abastecimento de água regular e de qualidade. De acordo com os dados, 8 milhões de pessoas ainda precisam fazer suas necessidades ao ar livre no Brasil. O alerta é dado por Catarina de Albuquerque, relatora da ONU e responsável pelo estudo,...

“Nos últimos anos, o Brasil experimentou um desenvolvimento significativo, com crescimento econômico e uma melhoria dos indicadores sociais. Mas essas ganhos ainda não foram refletidos nos serviços de água e saneamento básico”, diz relatório produzido pela entidade

Por Redação

Um levantamento realizado pela Organização das Nações Unidas (ONU) aponta que 77 milhões de brasileiros não têm acesso a um abastecimento de água regular e de qualidade. De acordo com os dados, 8 milhões de pessoas ainda precisam fazer suas necessidades ao ar livre no Brasil.

O alerta é dado por Catarina de Albuquerque, relatora da ONU e responsável pelo estudo, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. Ela deixa claro que o crescimento da economia brasileira não acarretou uma melhora no setor de saneamento básico e fornecimento hídrico. “Nos últimos anos, o Brasil experimentou um desenvolvimento significativo, com crescimento econômico e uma melhoria dos indicadores sociais. Mas essas ganhos ainda não foram refletidos nos serviços de água e saneamento básico”, observou.

O relatório revela, também, que as diferenças regionais são profundas. No Norte, 31% da população vive “sem um fornecimento adequado de água”. No Nordeste, o número cai para 21,5%.

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Segundo o raio-x, a situação é mais grave em favelas e zonas rurais. “O direito à água não pode ser negado a ninguém com base no status legal de sua moradia”, aponta. O problema está diretamente ligado à renda dos habitantes de determinada área. “Em locais onde a população ganha um quarto de um salário mínimo, o déficit de água é de 35%”, pontua a ONU.

Como alternativa, a entidade sugere a fixação de um teto para o preço da água. Segundo os padrões internacionais, os gastos com abastecimento não podem representar mais do que 5% do orçamento familiar. No Brasil, Albuquerque constatou que algumas famílias destinavam até 25% de sua renda mensal com serviços de água e saneamento.

O levantamento indica, ainda, que o governo federal precisa mudar sua postura e rever objetivos, incluindo o Plano Nacional de Saneamento. “O Plano não tem como meta uma cobertura Universal, deixando 1% da população sem acesso à água e 8% sem saneamento”, expõe. Além disso, a ONU sugere que uma emenda à Constituição seja feita para transformar o direito à água em uma garantia constitucional.

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Foto de capa: Fernando Frazão/Agência Brasil
Com informações de O Estado de São Paulo

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