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05 de março de 2014, 18h29

Sem apoio do sindicato, garis do Rio continuam em greve

Comlurb anunciou que irá demitir 300 funcionários e normalizar o serviço, mas ruas cariocas continuam sujas Por Redação, com informações da Agência Brasil Os garis do Rio de Janeiro conseguiram ganhar a atenção dos brasileiros para a sua causa. No primeiro dia de carnaval, sábado (1º), eles começaram uma greve que resultou em imagens surpreendentes da cidade turística. A grande quantidade de lixo acumulada nas ruas fez com que os cariocas repensassem a importância dos funcionários, que ganham cerca de R$ 800. Outro ponto refletido é a relação entre o consumo, a cidade e a poluição. A exigência dos trabalhadores...

Comlurb anunciou que irá demitir 300 funcionários e normalizar o serviço, mas ruas cariocas continuam sujas

Por Redação, com informações da Agência Brasil

Os garis do Rio de Janeiro conseguiram ganhar a atenção dos brasileiros para a sua causa. No primeiro dia de carnaval, sábado (1º), eles começaram uma greve que resultou em imagens surpreendentes da cidade turística. A grande quantidade de lixo acumulada nas ruas fez com que os cariocas repensassem a importância dos funcionários, que ganham cerca de R$ 800. Outro ponto refletido é a relação entre o consumo, a cidade e a poluição.

A exigência dos trabalhadores é o aumento salarial para R$ 1,2 mil, mas a Prefeitura do Rio de Janeiro ofereceu apenas R$ 877. Um acordo assinado com o Sindicato de Empregados de Empresas de Asseio e Conservação do Município elevou o piso salarial em 9%, para R$ 874,79. Como têm direito ao adicional de insalubridade, a remuneração poderia chegar a R$ 1.224,70.

Os grevistas, no entanto, discordam do valor estipulado e pedem um piso de cerca de R$ 1,2 mil. Devido à falta de concordância, o sindicato afirmou em nota que a greve é feita por um “grupo sem representatividade junto à categoria”.

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Porém, conforme Fábio Araújo Coutinho, gari da Companhia Municipal de Limpeza Urbana há 16 anos, informou à Agência Brasil, o sindicato havia convocado a greve. Entretanto, à meia-noite de sexta-feira (28), uma notificação foi enviada para cancelar a paralisação. Por isso, a Comlurb e a Prefeitura consideram os grevistas uma minoria. Uma das medidas anunciadas para a normalização dos serviços será a demissão de 300 funcionários.

Garis protestam contra demissão de 300 funcionários (Foto: Mídia Ninja)

Garis protestam contra demissão de 300 funcionários (Foto: Mídia Ninja)

No entanto, as imagens do Rio de Janeiro comprovam a grande adesão à paralisação. Ruas da proximidade do Aterro do Flamengo, da Lapa e de diversos pontos da cidade amanheceram sujas.

Ato

Foi marcado nesta quarta-feira (5) um ato às 12h em frente a sede da Comlurb. Durante o movimento contra a demissão de 300 funcionários, uma comissão composta por 10 garis foi convidada a negociar com o Ministério Público.

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