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12 de dezembro de 2018, 10h53

Sem citar nomes, Janaina Paschoal dá o caminho para investigar Flávio Bolsonaro

A advogada adverte, entre outras coisas, que “se os investigadores quiserem mesmo chegar a algum lugar, precisam dar alguma garantia aos assessores, para que eles falem...”

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
A advogada e deputada estadual eleita por São Paulo, Janaina Paschoal (PSL), discorreu longamente em sua conta no Twitter, na manhã desta quarta-feira (12), sobre o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que apontou movimentação financeira incompatível com os ganhos de funcionários das Assembleias Legislativas. Sem citar nomes nem fatos, a advogada, que é do mesmo partido de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) – cujo ex-motorista e assessor durante o seu mandato na Assembleia do Rio de Janeiro, o policial militar Fabrício José Carlos de Queiroz, aparece entre os denunciados com movimentações financeiras “suspeitas” – escreveu principalmente sobre a...

A advogada e deputada estadual eleita por São Paulo, Janaina Paschoal (PSL), discorreu longamente em sua conta no Twitter, na manhã desta quarta-feira (12), sobre o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que apontou movimentação financeira incompatível com os ganhos de funcionários das Assembleias Legislativas.

Sem citar nomes nem fatos, a advogada, que é do mesmo partido de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) – cujo ex-motorista e assessor durante o seu mandato na Assembleia do Rio de Janeiro, o policial militar Fabrício José Carlos de Queiroz, aparece entre os denunciados com movimentações financeiras “suspeitas” – escreveu principalmente sobre a devolução de salário por parte de assessores.

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Janaina advertiu que “as considerações que farei aqui não têm o intuito de avaliar o mérito de nenhuma situação em especial, mas discutir (em teoria) prática a ser coibida”. Além disso, a futura deputada lembra que “dentre as práticas investigadas pela Corregedoria está a devolução de salário por parte de assessores. Explico: cada deputado pode contratar até 32 assessores (estou falando da Assembleia de São Paulo). Os salários são muito bons, quando se compara com o mercado”, disse.

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Sem citar que a maioria dos depósitos em espécie na conta de Queiroz, coincidem com as datas de pagamento na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), ela lembra que, apesar dos salários serem muito bons, o que permite a contratação de bons quadros, “algumas vezes, o parlamentar prefere contratar alguém com capacitação incompatível com o salário”.

A razão disso, segundo ela, é “porque esse alguém vai ficar muito satisfeito com uma parte do salário pago e, para mantê-lo, vai devolver uma boa parte ao parlamentar. Haja vista que essa verba (para contratação) fica à disposição do Deputado, algumas pessoas acham natural a devolução (?!)”, exclama.

Mais adiante, ela adverte que tem “tentado explicar às pessoas que esse tipo de prática é bem mais deletéria do que parece, pois, com o tempo, o parlamentar para de procurar pessoas competentes e passa a buscar pessoas rasas e inseguras, que se submetem”.

Sempre cuidadosa para não citar nenhum caso especificamente, ela lembra que “não raras vezes, o parlamentar contrata pessoas que sequer comparecem para trabalhar, pois o fim é apenas obter o salário de volta! Quero deixar muito claro que não estou falando nem de A, nem de B. Quero deixar bem claro que estou falando do Brasil que queremos ter!”, conclama.

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Janaina Paschoal ainda insinua que “uma movimentação estranha, como toda a Imprensa vem dizendo (responsavelmente), não implica ilicitude. Mas se os investigadores quiserem mesmo chegar a algum lugar, precisam dar alguma garantia aos assessores, para que eles falem…”, afirma.

Ao final, ela ameaça que, a partir da sua posse, “se alguém (em qualquer situação) pedir dinheiro em meu nome (ou qualquer outro tipo de vantagem), por mais próximo que seja esse alguém, pode chamar a Polícia, pois é bandido”, encerra.

Veja abaixo a sequência de tuítes de Janaina Paschoal:

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