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27 de fevereiro de 2019, 09h44

Sem internet, 30% das escolas não poderiam atender pedido de ministro da Educação

Segundo o Censo Escolar 2018, divulgado em janeiro, 30,4% das escolas de ensino fundamental não têm conexão com a internet. O Ministério da Educação pediu em carta o envio por e-mail de vídeos com crianças cantando o Hino Nacional

Ricar
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Cerca de 30% das escolas de ensino fundamental no Brasil não conseguiriam atender ao pedido do ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, para que os diretores enviem ao ministério vídeos dos alunos durante a execução do Hino Nacional. O motivo é que elas não têm internet. Leia também: Vélez atendeu pedido de Bolsonaro em carta para escolas filmarem alunos cantando hino Citando dados do Censo Escolar 2018, divulgado em janeiro deste ano, matéria do UOL destaca que 30,4% das escolas de ensino fundamental não têm conexão com a internet, enquanto 69,6% das instituições têm acesso à rede. O Censo Escolar é...

Cerca de 30% das escolas de ensino fundamental no Brasil não conseguiriam atender ao pedido do ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, para que os diretores enviem ao ministério vídeos dos alunos durante a execução do Hino Nacional. O motivo é que elas não têm internet.

Leia também: Vélez atendeu pedido de Bolsonaro em carta para escolas filmarem alunos cantando hino

Citando dados do Censo Escolar 2018, divulgado em janeiro deste ano, matéria do UOL destaca que 30,4% das escolas de ensino fundamental não têm conexão com a internet, enquanto 69,6% das instituições têm acesso à rede.

O Censo Escolar é realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao próprio Ministério da Educação. Todas as escolas públicas e privadas do país participam do levantamento.

A carta de Vélez às escolas causou polêmica quando foi divulgada, na segunda-feira (25), não apenas porque propunha a filmagem das crianças sem levar em conta a autorização dos pais, mas porque sugeria a leitura de uma mensagem que terminava com o slogan “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, usado na campanha de Jair Bolsonaro. O uso da estrutura do governo para promoção de candidato ou partido pode ser considerado improbidade administrativa.

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Na terça-feira (26), Vélez disse que houve “erro” no documento. O Ministério da Educação enviou nova carta às escolas, sem o slogan da campanha do presidente e explicitando a necessidade de autorização prévia dos pais das crianças.

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