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26 de outubro de 2013, 15h33

Sem investigação no Brasil, suíços decidem arquivar caso Alstom

Suíços não obtêm retorno do MP brasileiro há dois anos e oito meses, que alega “falha administrativa”: o pedido foi colocado em uma pasta errada

Suíços não obtêm retorno do MP brasileiro há dois anos e oito meses, que alega “falha administrativa”: o pedido foi colocado em uma pasta errada Da Redação O procurador da República Rodrigo de Grandis, que está à frente do caso: pedido foi parar em outra pasta (Foto: Reprodução/ConversaAfiada) Sem o apoio do Ministério Público brasileiro nas investigações sobre o pagamento de propinas pela empresa multinacional Alstom a funcionários públicos e políticos do PSDB no Estado de São Paulo, procuradores da Suíça arquivaram investigações sobre três acusados. A Suíça tinha solicitado ao MP a investigação dos acusados em fevereiro de 2011,...

Suíços não obtêm retorno do MP brasileiro há dois anos e oito meses, que alega “falha administrativa”: o pedido foi colocado em uma pasta errada

Da Redação

O procurador da República Rodrigo de Grandis, que está à frente do caso: pedido foi parar em outra pasta (Foto: Reprodução/ConversaAfiada)

Sem o apoio do Ministério Público brasileiro nas investigações sobre o pagamento de propinas pela empresa multinacional Alstom a funcionários públicos e políticos do PSDB no Estado de São Paulo, procuradores da Suíça arquivaram investigações sobre três acusados.

A Suíça tinha solicitado ao MP a investigação dos acusados em fevereiro de 2011, segundo informou o jornal Folha de S. Paulo. No entanto, nenhum pedido foi atendido. O procurador da República Rodrigo de Grandis, responsável pelas investigações sobre os negócios da Alstom no Brasil, afirmou ao jornal que houve uma “falha administrativa”: o pedido da Suíça foi arquivado numa pasta errada e isso só foi descoberto anteontem.

Um dos pedidos era para que fossem feitas buscas na casa de João Roberto Zaniboni, um ex-diretor da estatal CPTM, acusado de receber US$ 836 mil (equivalentes a R$ 1,84 milhão) da Alstom na Suíça. Outras solicitações eram para que fossem interrogados os consultores Arthur Teixeira, Sérgio Teixeira e José Amaro Pinto Ramos, suspeitos de atuar como intermediários de pagamento de propina pela Alstom.

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O Ministério Público estadual paulista, que também investiga o caso do cartel no Metrô e CPTM, soube da existência do pedido da Suíça e solicitou cópias da documentação ao órgão federal responsável pela cooperação com autoridades estrangeiras, o DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional). Mas a Procuradoria da República em São Paulo informou que o gabinete cometeu a “falha administrativa” ao deixar de anexar a solicitação a outro pedido de cooperação da Suíça, e o documento acabou indo para uma pasta de arquivo de papéis do caso.

Com a “falha”, os suíços cansaram de esperar e informaram que arquivaram as investigações.

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