08 de agosto de 2018, 14h22

Senado argentino inicia votação pelo aborto legal

Uma longa votação é esperada, apesar do rumor de uma manobra do Senado para adiantar a discussão e evitar a concentração popular nas ruas; durante a votação na Câmara, 1 milhão de apoiadores do aborto legal foram às ruas

Vivian Ribeiro/Coletivo Passarinho

O Senado Federal argentino iniciou às 10h20 da manhã desta quarta-feira (7) o debate do projeto de lei de interrupção voluntária da gravidez (IVA). À meia-noite, os arredores da praça do Congresso em Buenos Aires já estavam tomados por manifestantes pró-aborto legal. Como aconteceu durante a votação na Câmara dos Deputados em junho, a praça foi dividida em dois para evitar o confronto com manifestantes contrários à aprovação da lei que, em número menor, também marcam sua presença. No início da tarde, os favoráveis já somavam 20 mil e mais manifestantes continuavam chegando.

Espera-se uma longa jornada de debate e votação, apesar das notícias de uma manobra do próprio Senado para adiantar a discussão e assim evitar a concentração popular nas ruas – durante a votação na Câmara dos Deputados quase 1 milhão de manifestantes pró-aborto legal foram às ruas. Desde a tarde de terça, rumores davam conta que a votação aconteceria às 17h, obrigando as organizações a adiantarem apresentações programadas ao longo do dia e evitando uma vigília.

Pouco antes do início da sessão, o senador José Alperovich anunciou que votará pelo “não”, somando 38 intenções de votos negativos. Alperovich era um dos dois senadores indecisos sobre seu voto até então. Favorável à aprovação da lei, a ex-presidenta e senadora pelo partido Unidad Ciudadana, Cristina Kirchner, deve falar por volta das 21h.

Do Coletivo Passarinho, direto de Buenos Aires