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16 de novembro de 2017, 07h53

Senadores querem acabar com CPI, depois que Magno Malta exibiu preso por pedofilia

A CPI dos Maus-Tratos pode naufragar pela iniciativa de alguns senadores, insatisfeitos com a postura do relator, Magno Malta (PR-ES).

A CPI dos Maus-Tratos pode naufragar pela iniciativa de alguns senadores, insatisfeitos com a postura do relator, Magno Malta (PR-ES). Da Redação* A CPI dos Maus-Tratos pode naufragar pela iniciativa de alguns senadores. Um grupo tenta encerrar a comissão parlamentar, presidida por Magno Malta (PR-ES), segundo informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo. Na sessão do dia 9, um dia depois de aprovar a condução coercitiva do artista que provocou polêmica ao se apresentar nu em São Paulo, Malta levou ao plenário um acusado de pedofilia, algemado e com uniforme de detento. “O sr. foi abusado na infância?”, indagou. O...

A CPI dos Maus-Tratos pode naufragar pela iniciativa de alguns senadores, insatisfeitos com a postura do relator, Magno Malta (PR-ES).

Da Redação*

A CPI dos Maus-Tratos pode naufragar pela iniciativa de alguns senadores. Um grupo tenta encerrar a comissão parlamentar, presidida por Magno Malta (PR-ES), segundo informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo. Na sessão do dia 9, um dia depois de aprovar a condução coercitiva do artista que provocou polêmica ao se apresentar nu em São Paulo, Malta levou ao plenário um acusado de pedofilia, algemado e com uniforme de detento. “O sr. foi abusado na infância?”, indagou. O depoente disse que sim, mas que não queria falar. O senador insistiu. O preso chorou. O depoimento virou peça de propaganda.

Alessandro da Silva Santos é acusado de abusar de 11 menores. Ele ainda não foi julgado. Chegou ao Senado desacompanhado de um defensor. “O sr. tem advogado?”, questionou Malta. “Tenho”, respondeu o homem. “Ele sabia que o sr. viria aqui?”. “Não. Nem eu sabia, excelência”.

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O senador designou um advogado, funcionário da Casa, para auxiliar o preso. Eles conversaram por dois minutos. Depois o servidor saiu de cena. É possível ouvir o diálogo na gravação da TV Senado porque Malta não desligou o microfone. Fala entre defensor e cliente é inviolável.

O advogado avisou Alessandro de que tudo poderia ser usado em seu julgamento. No interrogatório, Malta quis que ele confessasse os crimes, detalhasse o número de vítimas e, diante do pedido do homem para só falar em juízo, disparou: “Se fosse juiz, ficaria ofendido. É como se ficasse mais fácil”.

*Com informações da Folha de S.Paulo e do Brasil 247

Foto: Moreira Mariz/Agência Senado

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