Imprensa livre e independente
02 de abril de 2019, 09h53

Sob pressão, afiliada da Record e Jovem Pan demite jornalista que ameaçou de morte ex-namorada

Ferrenho defensor do bolsonarismo na mídia paranaense, Denian Couto foi demitido nesta segunda-feira (1º) após protestos na porta do Grupo RIC, que tem entre as suas afiliadas a rádio Jovem Pan de Curitiba e a Record Santa Catarina

Denian Couto. No detalhe, ele entrevista Bolsonaro (Reprodução)
A direção do Grupo RIC (Rede Independência de Comunicação), que tem entre as suas afiliadas a rádio Jovem Pan de Curitiba e a Record Santa Catarina, decidiu na tarde desta segunda-feira (1º), demitir o comentarista e apresentador Denian Couto. Ele foi flagrado em uma gravação ameaçando de morte a ex-noiva, Giuli Kuiava, que é produtora na RIC. Segundo Anderson Scardoelli, no portal Comunique-se, no final da manhã dessa segunda-feira (1º) houve um protesto na frente da RIC, organizado pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná. O movimento constrangeu a direção da empresa e precipitou o desfecho do caso, com o...

A direção do Grupo RIC (Rede Independência de Comunicação), que tem entre as suas afiliadas a rádio Jovem Pan de Curitiba e a Record Santa Catarina, decidiu na tarde desta segunda-feira (1º), demitir o comentarista e apresentador Denian Couto. Ele foi flagrado em uma gravação ameaçando de morte a ex-noiva, Giuli Kuiava, que é produtora na RIC.

Segundo Anderson Scardoelli, no portal Comunique-se, no final da manhã dessa segunda-feira (1º) houve um protesto na frente da RIC, organizado pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná. O movimento constrangeu a direção da empresa e precipitou o desfecho do caso, com o desligamento do comentarista e apresentador, que é o mais ferrenho defensor do “bolsonarismo” na mídia paranaense.

Em fevereiro, a direção do Grupo RIC tomou conhecimento do caso e chegou a ouvir o áudio da ligação em que ele a ameaça de morte. Mas não tomou nenhuma atitude à época, decidindo tratar o assunto como “problema particular”.

A repercussão do caso aconteceu após divulgação de uma reportagem de Amanda Audi, no site The Intercept Brasil, que revelou que o caso aconteceu em janeiro e não foi isolado: o jornalista é acusado de agredir, física ou verbalmente, quatro mulheres com quem se relacionou. Ele e seu advogado negam, dizendo que as falas foram “tiradas de contexto”.

Veja também:  Haddad vai à Amazônia para defender a liberdade de Lula

Nossa sucursal em Brasília já está em ação. A Fórum é o primeiro veículo a contratar jornalistas a partir de financiamento coletivo. E para continuar o trabalho precisamos do seu apoio. Saiba mais.

 

Fórum em Brasília, apoie a Sucursal

Fórum tem investido cada dia mais em jornalismo. Neste ano inauguramos uma Sucursal em Brasília para cobrir de perto o governo Bolsonaro e o Congresso Nacional. A Fórum é o primeiro veículo a contratar jornalistas a partir de financiamento coletivo. E para continuar o trabalho precisamos do seu apoio. Clique no link abaixo e faça a sua doação.

Apoie a Fórum