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10 de dezembro de 2018, 07h21

Sob suspeita e em meio à confusão dos filhos, Bolsonaro será diplomado presidente no TSE

Ao lado do vice, Hamilton Mourão (PRTB), Bolsonaro receberá o diploma assinado pela presidenta do Tribunal Superior Eleitoral, Rosa Weber, que abre a sessão. Para a solenidade, foram distribuídos 700 convites.

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Sem explicações contundentes sobre o valor de R$ 24 mil recebido pela mulher, Michelle Bolsonaro, do ex-assessor parlamentar Fabrício de Queiroz, e em meio a confusões causadas pelos três filhos políticos que provocaram um racha em sua rede de apoio, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL) será diplomado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), às 16h, nesta segunda-feira (10). Blog do Rovai: Bolsonaro já é um jacaré sem dentes Ao lado do vice, Hamilton Mourão (PRTB), Bolsonaro receberá o diploma assinado pela presidenta do Tribunal Superior Eleitoral, Rosa Weber, que abre a sessão solene e indica dois ministros para conduzirem os...

Sem explicações contundentes sobre o valor de R$ 24 mil recebido pela mulher, Michelle Bolsonaro, do ex-assessor parlamentar Fabrício de Queiroz, e em meio a confusões causadas pelos três filhos políticos que provocaram um racha em sua rede de apoio, o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL) será diplomado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), às 16h, nesta segunda-feira (10).

Blog do Rovai: Bolsonaro já é um jacaré sem dentes

Ao lado do vice, Hamilton Mourão (PRTB), Bolsonaro receberá o diploma assinado pela presidenta do Tribunal Superior Eleitoral, Rosa Weber, que abre a sessão solene e indica dois ministros para conduzirem os eleitos ao plenário. Para a solenidade, foram distribuídos 700 convites.

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Em entrevista à jornalista Andréia Sadi, no G1, o vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, cobrou uma explicação para o caso de Fabrício de Queiroz. “O ex-motorista, que conheço como Queiroz, precisa dizer de onde saiu este dinheiro. O Coaf rastreia tudo. Algo tem, aí precisa explicar a transação, tem que dizer”, afirmou Mourão.

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Mourão também falou sobre o descontrole do futuro ministro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que encerrou uma coletiva, ao ser indagado sobre o problema do ex-assessor de Flávio Bolsonaro. “Ele tá estressado. Quando responde daquele jeito, parece que tem culpa no cartório”, criticou.

Flávio, Eduardo e Carlos
As confusões envolvendo os três filhos políticos de Bolsonaro tem causado preocupação na equipe que faz a transição para o governo do capitão da reserva. Considerado o mais “tempestuoso” dos três filhos, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC/RJ) tem gerado crises constantes com suas publicações no Twitter. Na mais recente, teve um chilique com o deputado federal Julian Lemos (PSL/PB), um dos assessores mais próximos de Bolsonaro.

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Já o deputado federal reeleito Eduardo Bolsonaro (PSL/SP), que tem feito promessas como uma espécie de embaixador informal do governo do pai, é considerado um falastrão pela equipe de Bolsonaro. No episódio mais recente, Eduardo também comprou briga com a deputada federal eleita Joice Hasselmann (PSL/SP) em um grupo de whatsapp e provocou uma guerra dentro da futura bancada do PSL na Câmara Federal.

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Já o deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL/RJ), tido como mais “maduro e ponderado”, está envolvido no caso do ex-PM que o assessorou na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que foi pego movimentando R$ 1,2 milhão suspeito pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

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