06 de setembro de 2018, 22h24

Sobre a facada em Bolsonaro e o que muda daqui para frente no processo eleitoral

Julian Rodrigues resume em dez pontos de que forma o ataque contra Jair Bolsonaro influencia no processo eleitoral e sugere os caminhos a serem adotados pela esquerda

1. A conjuntura mudou. A disputa da narrativa sobre a facada estará no centro de todo debate eleitoral daqui pra frente.

2. O golpismo tentará culpar a esquerda e santificar o inominável. Alckmin acabou de vez.

3. Tudo indica que o atentado contra o candidato neofascista não foi armação e foi relativamente grave. Entrar na onda de duvidar, de proclamar teorias conspiratórias ou pior, tripudiar com piadas o ocorrido é um erro infantil e pode nos custar caro.

4. O PT, Haddad, Manuela e o PSOL já repudiaram o ocorrido. Somos contra qualquer tipo de violência, mesmo contra aquele que é hoje quem mais prega o ódio e a intolerância.

5. Muito cuidado nos próximos dias. Podem acontecer episódios de violência e provocações nas ruas. Sem pararmos nossa campanha, devemos redobrar a cautela manter a serenidade acima de tudo.

6. Passada essa avalanche, vamos intensificar a campanha Lula/Haddad/Manu. Vai ser o auge da virada, o grande momento da transição, já que os recursos para manter Lula já foram quase todos negados.

7. Cada vez mais focar no programa do PT: Lula é Haddad para gerar empregos, retornar os direitos trabalhistas, voltar com as políticas sociais. Não devemos cair na armadilha de discutir só a agenda do capitão.

8. Paciência e tenacidade. Não é hora de xingar eleitores do neofascista, nem de brigar com indecisos. Muito menos tretar com ciristas e marinistas.

9. Mesmo com o cenário muito mais conturbado, a tendência principal continua sendo um segundo turno entre Haddad e o candidato do PSL.

10.Muita calma e garra. Vamos garantir Haddad no segundo turno e nos preparar para, chegando lá, liderar um grande movimento pela volta da democracia e pelos direitos do povo.