26 de setembro de 2018, 23h15

Sobre quando Bolsonaro entrou no Congresso com o torturador de Genoino

Andrea Caldas, em sua coluna: "Eu vi. Ninguém me contou. No depoimento de José Genoino à CPI sobre o caso dos Correios, Jair Bolsonaro adentrou a sala do Congresso com o torturador de Genoino, preso no Araguaia"

Eu vi. Ninguém me contou.

No depoimento de Jose Genoino à CPI sobre o caso dos Correios, Jair Bolsonaro adentrou a sala do Congresso com o torturador de Genoino, preso no Araguaia.

Arthur Virgílio (PSDB) alertou Idely Salvatti (PT) que comunicou ao presidente da mesa, Romero Jucá (MDB).
Jucá pediu que Bolsonaro se retirasse e disse que não iria tolerar provocação.

Idely agradeceu o alerta de Arthur Vigilio que disse: “Tenho profundas divergências ideológicas com Genoino e seu partido mas, jamais tolerarei apologia à tortura.”

Eu estava assistindo à sessão do Senado em casa – à época, estava muito proxima de Genoino, como companheiro de partido e amigo.

E lembro de ter pensado aliviada: há racionalidade na disputa politica. Há uma fronteira que não se ultrapassa.

Pois bem, treze anos depois esta fronteira parece não existir mais.

O torturador entrou na sala de visitas e ninguém – dos poderes constituídos- parece ter coragem de botá-lo para fora.

Minha filha era recém nascida e eu suspirei aliviada pelo seu futuro.

Hoje, me inquieto e me angustio.

Por isso, por ela, e por todas elas e eles, não posso parar de lutar.

#elenao