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28 de Abril de 2014, 17h29

“Somos todos macacos” foi arquitetado por agência de publicidade

A campanha de Neymar, lançada após o ato racista contra Daniel Alves, teve o envolvimento da Loducca, uma das maiores agências do país; até camisetas da campanha já estão disponíveis para venda

A campanha de Neymar, lançada após o ato racista contra Daniel Alves, teve o envolvimento da Loducca, uma das maiores agências do país; até camisetas da campanha já estão disponíveis para venda 

Da Redação 

A hashtag #somostodosmacacos, lançada por Neymar no último domingo (27) e apoiada, em seguida, por outros famosos, não foi uma criação do jogador da seleção brasileira.

De acordo com o site Meio e Mensagem, um portal sobre comunicação, a agência Loducca confirmou que se uniu ao jogador pois ele teria enxergado a necessidade de se criar uma ação contra o racismo, tendo em vista recentes episódios de preconceito em que atletas brasileiros foram vítimas.

“Em parceria com o jogador e com a equipe dele, fizemos essa ação por uma necessidade. Há algumas semanas, o Neymar e o Daniel Alves foram afetados por manifestações racistas. Na volta do jogo, torcedores imitaram macacos para o Neymar quando ele saiu do ônibus. E ele entendeu que havia a necessidade de se criar uma campanha para essa causa”, afirmou ao portal Guga Ketzer, sócio e vice-presidente de criação da Loducca.

A campanha foi encabeçada por Neymar após o jogador Daniel Alves comer uma banana atirada em campo por um torcedor durante a partida entre Barcelona e Villareal no último domingo (27). Alguns nomes conhecidos, como o apresentador Luciano Huck, o jogador de futsal Falcão, o músico Alexandre Pires, e o colunista Reinaldo Azevedo postaram fotos com bananas e a hashtag #somostodosmacacos.

O movimento, no entanto, não se limita ao uso das hashtags nas fotos. Agora, um vídeo da agência explicando a campanha já circula na rede e até camisetas com o tema já estão sendo vendidas, inclusive, na loja virtual do apresentador Luciano Huck.

Foto: reprodução/Facebook

Foto: reprodução/Facebook