Segunda Tela

05 de fevereiro de 2016, 15h37

Soninha rebate críticas e reforça opinião sobre a Fuvest: “prova cretina”

Pelo Facebook, a ex-vereadora criticou as matérias que noticiavam a sua reprovação no vestibular da USP e suas objeções à prova. “Não fiz a segunda fase. Não teria disponibilidade para cursar como se deve”

Por Redação

A ex-vereadora e atual coordenadora de Politicas para a Diversidade do estado de São Paulo, Soninha Francine (PPS-SP), rebateu, nesta sexta-feira (5), as críticas que recebeu essa semana nas redes sociais e as matérias que noticiavam o fato de ela ter sido reprovada no vestibular da Universidade de São Paulo (USP) para o curso de Gestão de Políticas Públicas. Inicialmente divulgada pela coluna de Mõnica Bergamo, na Folha de S. Paulo, a notícia ganhou repercussão e foi reproduzida em outros portais, como no Segunda Tela, na Fórum, e objeto de análises como a de Helio Gurovitz, no portal G1, que classificou Soninha como “ignorante”.

“Eu não fiz a segunda fase. Teria de faltar 3 dias no serviço e, se passasse, não iria ter a disponibilidade necessária para cursar uma faculdade publica como se deve”, escreveu em uma postagem no seu Facebook.

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No texto, Soninha reforçou as críticas que já fizera anteriormente à Fuvest, classificando o exame como uma “pova cretina”. Ela ainda propôs um desafio:

“Desafio QUALQUER um deles a fazer a prova da primeira fase da Fuvest e me contar quantos pontos fez. Eu fiz 51. Podia ter feito 90 e ia continuar achando uma prova ridicula, anacronica, inutil, contraproducente”.

Confira a íntegra de sua resposta:

“Vejam que aula de jornalismo. A Mônica Bergamo escreveu na Folha de São Paulo que eu fui reprovada na Fuvest. Só que eu nao fiz a segunda fase. Teria de faltar 3 dias no serviço e, se passasse, nao iria ter a disponibilidade necessária para cursar uma faculdade publica como se deve. Escrevi pra Folha e ela logo publicou online, com o titulo teimoso de “Soninha “diz” que nao passou porque nao fez a prova”. Só faltou escrever “alega”.

Na sequencia um professor de jornalismo me detonou no G1 dizendo que minha critica ao vestibular – uma prova CRETINA, digo isso todo ano – demonstra meu preconceito e orgulho de ser ignorante. Os comentarios ao post dele sao otimos – se eu nao sei calcular cosseno, sou burra; “o pessoal de humanas despreza exatas e tem mais preguiça de estudar”. Mas quem tem preconceito, diz o professor no titulo, sou eu.

Agora a revista Forum avança e diz que eu fui reprovada e reclamei da prova… Isso é “jornalismo”, nao é o “vale tudo” de internet… Talvez todos tenham diploma da USP, o q significa q um dia passaram na Fuvest (como eu, em 88). Sabem cosseno, mas nao sabem apurar materia e tem dificuldade com interpretaçao de texto.

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Desafio QUALQUER um deles a fazer a prova da primeira fase da Fuvest e me contar quantos pontos fez. Eu fiz 51. Podia ter feito 90 e ia continuar achando uma prova ridicula, anacronica, inutil, contraproducente.”

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