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11 de janeiro de 2017, 17h19

Soninha sugere “campings” como solução para moradores de rua

“As pessoas passam férias num camping em Ilha Grande. Acho isso tão viável em São Paulo”, disse a secretária de Assistência Social da prefeitura de João Doria (PSDB)  Por Redação* A nova secretária de Assistência Social da prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, passou a última semana propondo uma série de medidas para resolver a questão da população em situação de rua da cidade. Uma de suas sugestões é, no mínimo, curiosa. Em entrevista ao portal Valor divulgada nesta segunda-feira (10), Soninha dá como sugestão a criação de campings, e usa como exemplo uma realidade que definitivamente não corresponde em...

“As pessoas passam férias num camping em Ilha Grande. Acho isso tão viável em São Paulo”, disse a secretária de Assistência Social da prefeitura de João Doria (PSDB) 

Por Redação*

A nova secretária de Assistência Social da prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, passou a última semana propondo uma série de medidas para resolver a questão da população em situação de rua da cidade. Uma de suas sugestões é, no mínimo, curiosa.

Em entrevista ao portal Valor divulgada nesta segunda-feira (10), Soninha dá como sugestão a criação de campings, e usa como exemplo uma realidade que definitivamente não corresponde em nada com a da maior metrópole do país. A secretária citou como exemplo os campings que veranistas passam férias em Ilha Grande, uma ilha localizada no município de Angra dos Reis (RJ).

“A maioria quer privacidade. Não é à toa que tem a barraca. As pessoas passam férias num camping em Ilha Grande. Acho isso tão viável em São Paulo”, disse a secretária de Assistência Social da prefeitura de João Doria (PSDB).

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O novo prefeito, inclusive, já vem causando temor entre os moradores de rua depois de sua primeira ação: uma varrição na praça 14 Bis que durou dez segundos e que, para ser realizada, expulsou dezenas de moradores de rua do local, que foram realocados em uma quadra de esportes envelopada com uma tela verde para impedir a visão de motoristas e pedestres.

Depois do episódio surgiram vários relatos de que agentes da prefeitura teriam tomado pertences dos moradores, apesar de um decreto de 2016 do ex-prefeito Fernando Haddad proibir a prática. Soninha, por sua vez, afirmou que a ordem não partiu do prefeito. Ninguém sabe até o momento, no entanto, quem autorizou o “rapa”.

Além do “camping de férias”, Soninha já apresentou como possível solução para os moradores de rua uma mudança nos horários dos albergues e a introdução de cursos profissionalizantes para essa população.

*Com informações do Valor  

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