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12 de fevereiro de 2019, 19h47

STF desarquiva inquérito contra Beto Mansur por suposto caixa 2 e envia à Justiça Eleitoral

Conforme delações de executivos da Odebrecht, ex-prefeito de Santos teria recebido R$ 550 mil, dos quais R$ 300 mil do departamento que pagava propina e R$ 250 mil de doação oficial da empresa Agro Energia Santa Luzia

Foto: José Cruz/Agência Brasil
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta terça-feira (12), desarquivar um inquérito sobre o ex-deputado e ex-prefeito de Santos, Beto Mansur (MDB-SP), por suposta prática de caixa 2 durante as eleições de 2014, de acordo com informações de Luiz Felipe Barbiéri, do G1. Mansur se notabilizou por ser um dos vice-líderes do governo de Michel Temer na Câmara dos Deputados. À época da acusação, o então deputado era filiado ao PRB. Trata-se de um desdobramento da Operação Lava Jato e investiga recebimento de dinheiro da Odebrecht sem declarar à Justiça Eleitoral. Conforme delações de executivos da empreiteira,...

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta terça-feira (12), desarquivar um inquérito sobre o ex-deputado e ex-prefeito de Santos, Beto Mansur (MDB-SP), por suposta prática de caixa 2 durante as eleições de 2014, de acordo com informações de Luiz Felipe Barbiéri, do G1.

Mansur se notabilizou por ser um dos vice-líderes do governo de Michel Temer na Câmara dos Deputados. À época da acusação, o então deputado era filiado ao PRB.

Trata-se de um desdobramento da Operação Lava Jato e investiga recebimento de dinheiro da Odebrecht sem declarar à Justiça Eleitoral.

Conforme delações de executivos da empreiteira, Mansur teria recebido R$ 550 mil, dos quais R$ 300 mil doados pelo departamento que pagava propina e R$ 250 mil de doação oficial realizada pela empresa Agro Energia Santa Luzia.

O inquérito tinha sido arquivado em agosto de 2018, por iniciativa do ministro Gilmar Mendes. No entanto, a Procuradoria-Geral da República recorreu.

Nesta terça, Ricardo Lewandowski, presidente da Segunda Turma, desempatou o recurso e deu 60 dias para a PGR finalizar as apurações. O ministro decidiu, ainda, mandar as investigações para o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, porque Mansur não tem mais foro privilegiado.

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