Superávit da China com os EUA bate recorde e acirra ainda mais as tensões | Revista Fórum
13 de julho de 2018, 12h12

Superávit da China com os EUA bate recorde e acirra ainda mais as tensões

Há anos, os EUA reclamam que a China gera ao país um considerável déficit comercial, um dos principais motivos que levaram às trocas de ameaças tarifárias entre as duas potências

(Foto: Divulgação)

Para incendiar ainda mais a disputa comercial com Washington, o superávit comercial da China com os Estados Unidos atingiu um recorde em junho, quando as suas exportações totais cresceram a um ritmo sólido.

O aumento do superávit para o recorde mensal foi de US$ 28,97 em junho, ante US$ 24,58 bilhões em maio, de acordo com cálculos da Reuters baseados em dados oficiais iniciados em 2008.

As exportações totais da China em junho aumentaram 11,3% sobre o ano anterior, informou a Administração Geral de Alfândega, superando a expectativa de aumento de 10% em pesquisa da Reuters com 39 analistas, e ante aumento de 12,6% em maio.

O Ministério do Comércio da China confirmou no mês passado que os exportadores chineses estavam acelerando exportações para os EUA para se anteciparem às tarifas esperadas.

As importações cresceram 14,1% em junho, contra expectativa de alta de 20,8% e ante aumento de 26% em maio.

Os dados foram divulgados depois que o governo norte-americano elevou o tom em sua disputa comercial com a China na terça-feira, dizendo que vai adotar tarifas de 10% sobre mais US$ 200 bilhões em importações chinesas, incluindo vários itens de consumo. A China ameaçou retaliar.

O recorde não ajudará as relações

Há anos, os EUA reclamam que a China gera ao país um considerável déficit comercial (que é a diferença do volume exportado entre os dois países). Esse é um dos principais motivos que levaram às trocas de ameaças tarifárias entre as duas potências.

O superávit recorde “não ajudará as relações já azedas e tensões elevadas”, escreveu em nota Jonas Short, diretor do escritório de Pequim da Everbright Sun Hung Kai.

Mas sinais de que os exportadores estão apresando os embarques antes de as tarifas entrarem em vigor na primeira semana de julho sugerem que o aumento no superávit é excepcional, com analistas projetando uma balança comercial menos favorável para a China nos próximos meses, quando as taxas sobre as exportações começarem a pesar.

Com informações da Reuters