24 de março de 2018, 12h17

Supremas viúvas

Enquanto serviu aos interesses da direita brasileira e da mídia, a Suprema Corte brasileira era o último reduto da Pátria. Agora, por conta de uma única e miserável decisão a favor de Lula, as turbas de colunistas passaram a vomitar quilômetros de impropérios

Foto: STF

Enquanto o STF serviu aos interesses da direita brasileira e da mídia que o comanda com cordinhas de marionete, a Suprema Corte brasileira era o último reduto da Pátria.

No teatro do Mensalão, o então presidente do STF, Joaquim Barbosa, virou capa da Veja e emplacou um filho na TV Globo, no programa de Luciano Huck.

Para reverenciar Gilmar Mendes, para quem repórteres se ajoelhavam para entrevistar, a Veja produziu um patético grampo sem áudio, para acusar o governo Lula de espionar o STF.

Para derrubar Dilma e manter essa quadrilha dentro do Palácio do Planalto, mídia e golpistas contaram, como se sabe, com o Supremo, com tudo, nas palavras imortais de Romero Jucá, codinome “Caju”.

Agora, por conta de uma única e miserável decisão a favor de Lula, uma mixaria de admissibilidade de HC, as turbas de colunistas e subcontratados da mídia passaram a vomitar quilômetros de impropérios contra o STF.

Gilmar, antes tão amado, virou um demônio.

As indicações de José Sarney (Celso de Mello), Fernando Collor (Marco Aurélio) e Fernando Henrique (ele mesmo, Gilmar Mendes), passaram de presentes dos deuses a fontes de todo vício, de todo mal.

Trata-se de um movimento tão claramente orquestrado para intimidar os ministros que chega a ser ridículo.

Aliás, como são ridículos os articulistas dessa mídia decrépita.


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