À Beira da Palavra

04 de dezembro de 2015, 15h41

Suspender o fechamento de escolas e a transferência forçada de estudantes é ainda muito pouco

Suspender (aliás, querer adiar) o fechamento de escolas e a transferência forçada de estudantes é ainda pouco, muito pouco. O governador que assina com o cassetete prepara novas tocaias, mas na real ele deve muito mais

Por Allan da Rosa

Suspender (aliás, querer adiar) o fechamento de escolas e a transferência forçada de estudantes é ainda pouco, muito pouco. O governador que assina com o cassetete prepara novas tocaias, mas na real ele deve:

– Garantir o máximo de 15 estudantes por turma ( tem condições materiais pra isso).
– Respeitar o piso nacional dos professores, no mínimo. E reajustar salários.
– Continuar as reformas e tratamentos nos prédios escolares que os próprios estudantes começaram afazer, às vezes com recursos próprios, angariados ou encontrados escondidos nos fundos dos galpões e pátios.
-Promover real formação continuada decente e bem remunerada a todos educadores.
– Apresentar detalhado e fundamentado plano de diálogo com professores, estudantes e coordenadores para todo o ano de 2016 e assim seguir, abrindo diálogos urgentes sobre as práticas pedagógicas e didáticas que dominam as escolas oficiais.
– Apresentar o revertério para cada PM que violentou estudantes. Provas em fotos, vídeos e testemunhas não faltam.
– Instaurar que filhos de políticos e seu secretariado estudem em escolas públicas.

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Ou seja, tudo ao contrário do que os governos estaduais vem fazendo há duas décadas, ao demitir professores (foram 20 mil em 1995) e fechar mais de 100 salas de aula no começo de 2015.

Que aula essa juventude deu! Cabulosa! Nas quebradas, nas classes e nas avenidas!

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