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13 de Abril de 2015, 18h41

SwissLeaks: Na França, sai a primeira condenação do caso HSBC

Herdeira de perfumes Nina Ricci é julgada por esconder US$ 22 milhões das autoridades tributárias

Herdeira de perfumes Nina Ricci é julgada por esconder US$ 22 milhões das autoridades tributárias

Por Redação

A justiça francesa condenou, nesta segunda-feira (13), a herdeira da marca de perfumes e moda Nina Ricci por evasão fiscal e lavagem de dinheiro. Arlette Ricci, de 73 anos, é neta da fundadora do negócio e foi sentenciada a três anos de prisão, com suspensão do cumprimento da pena após um ano,  mais multa de € 1 milhão.

Ricci foi considerada culpada por sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. Ela foi julgada por esconder mais de US$ 22 milhões das autoridades tributárias francesas por meio de contas bancárias e instituições baseadas no Panamá.

A condenação de Ricci é a primeira de uma pessoa conhecida no caso que ficou conhecido como “Swissleaks”.  O caso vem sendo noticiado desde 8 de fevereiro, pelo ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos), composto por 185 jornalistas de mais de 65 países, que publica reportagens com base nas planilhas vazadas em 2008 pelo ex-técnico de informática do banco Hervé Falciani.

Na lista, há 8.667 clientes brasileiros, entre eles, empresários de mídia, artistas globais, ex-ministro da Fazenda de FHC, ex-tesoureiro do PSDB, engenheiros ligados ao Cartel dos Trens em São Paulo, doleiro e empreiteiras da Lava Jato.

No Brasil, o caso vem sendo investigado pela Receita Federal e foi aberta uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado.  Vale lembrar que ter dinheiro no exterior pode não ser crime, desde que se declare no Imposto de Renda.


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