#Julinho Bittencourt

09 de Fevereiro de 2018, 10h47

O ‘Porões do Dops’ e o carnaval “Alá laô ô ô ô ô ô ô, torturador ô ô ô ô ô”

Que espécie de prazer sentem os componentes do bloco, para sair às ruas cantando marchinhas e sambas em exaltação a assassinos?


08 de Fevereiro de 2018, 16h35

Por que a “inteligência” que ouve Kid Abelha não suporta Jojo Todynho?

Dentro da poderosa voz de Jojo Todynho soam várias outras que horrorizam a nossa gente “privilegiada” e “pensante”


08 de Fevereiro de 2018, 12h03

A canção “Menino Mimado”, de Criolo, e a tradução da nossa essência, por Julinho Bittencourt

Qualquer um que não venha deste nicho, o do “menino mimado”, será preso, escorchado, torturado, eliminado sob qualquer pretexto ao sabor das instituições da época em questão


15 de Janeiro de 2018, 11h57

De repente, o tempo passou e você não percebeu, por Julinho Bittencourt

Todos, irremediavelmente todos, envelheceram. Lideranças que você admirava, assim como você, se descobriram misóginos machistas representantes de um outro mundo que não cabe mais neste. Sopraram com o vento. Ao que tudo indica, as mulheres tomaram a nave Por Julinho Bittencourt E, de repente, você ficou velho. Ainda nem chegou aos sessenta e está irremediavelmente velho. E de nada adianta todo o ativismo, ir de bike pro trabalho, bater um violão, fazer vista grossa pros baseados dos filhos, deixar os namorados das filhas dormirem na sua casa. Você ficou velho. Aquele excesso de energia yang – trocando em miúdos, o gostar por demais de mulheres, mesmo que não as traia – o cavalheirismo estudado, seus gestos, andares e, sobretudo, olhares, tudo isso envelheceu com você, ficou fora de moda. E, o que é pior ainda, virou um negócio errado. Irremediavelmente errado. Não tem mais nenhuma importância se você estava no comício das diretas na Praça da Sé, em 1984; se apoiou Lula, em 1989; se apoiou (e apoia ainda) a causa Palestina; se chorou com a libertação e eleição de Mandela. Todos, irremediavelmente todos, envelheceram. Lideranças que você admirava, assim como você, se descobriram misóginos machistas representantes de um outro mundo que não cabe mais neste. Sopraram com o vento. O mundo, como bem diz um outro verso de Dylan – que também não redime ninguém – está “beyond your command”. Ao que tudo indica, as mulheres tomaram a nave. Aí, você entra em parafuso. Logo você, que cresceu sob o signo da modernidade, dos Beatles, do LSD, da revolução sexual, das liberdades civis e o escambau. Tudo isso ficou tão encarquilhado quanto você. É pura velharia de museu. Os sons são outros, bem como os jeitos e trejeitos, olhares, fazeres afetivos e que tais. Tudo passou e você não percebeu, exatamente como os seus pais. E, por mais que não esteja em casa guardado por Deus contando os seus metais, ficou pior que eles. Neles havia a desinformação, a moral e tudo o mais. Em você não há desculpas. Você cresceu liberto e não entendeu nada. A responsabilidade aqui e agora é toda sua. Mesmo os mais velhos, se ainda vivos, merecem mais indulgência do que você. Eles estão fora de combate. Você não. Envelheceu ativo, mandando, fazendo e desfazendo. E, mesmo lúcido, não se convence das mudanças assim como eles, o que te torna pior. Muito pior. Você tenta se agarrar ao tempo como quem escala uma parede de azulejos ensaboada. E não pense que, com este artigo reconhecendo erros e tentando desesperadamente enxergar acertos remotos e passados, vão te dar a redenção. Você está errado por princípio, pois veio de outro tempo. E este outro tempo, neste momento, é engolido pelo novo, como você e os seus fizeram e – pior ainda –exatamente como foi previsto em tudo o que você estudou e acreditou. Acabou. Resta a você agora, se sobreviver até lá, o prazer de assistir a estes que te devoram serem demolidos por outros, muito mais novos, que sempre virão.


11 de Janeiro de 2018, 11h13

A república orgulhosa de Anitta, por Julinho Bittencourt

Em resposta a Marco Antonio Villa, Julinho Bittencourt escreve: “Anitta não desqualifica a mulher. Ela dá poder. Sua sexualidade é afirmação e não submissão. Há uma diferença sutil aí, que só pode e deve ser entendida vista no contexto. No mundo que há à sua volta”


02 de outubro de 2017, 09h55

Jornalista da Fórum é bloqueado no Facebook por divulgar capa de disco do Caetano Veloso

A alegação do Facebook para o bloqueio foi que a política da rede não permite “Nudez ou outro conteúdo de sugestão sexual”


29 de setembro de 2017, 15h26

O mundo material de George Harrison, finalmente no Brasil

Seis anos após o seu lançamento, o Netflix finalmente coloca à disposição de seus assinantes o excelente longa de Martin Scorsese sobre a vida do ex-beatle. Por Julinho Bittencourt Finalmente chega ao Brasil, seis anos após o seu lançamento, o documentário “George Harrison – Living in the Material World”, de Martin Scorsese. O filme, conforme […]


01 de julho de 2017, 14h31

Criolo cai no samba e manda recado: “Meninos mimados não podem reger a nação”

Em seu disco novo, “Espiral da Ilusão”, todo de sambas, o cantor paulistano fala de amor e de política, com recado que parece ter endereço certo.


07 de junho de 2017, 15h41

Anitta dá uma “Paradinha” no mundo. Leia e ouça aqui

A canção “Paradinha”, de Anitta, tem produção impecável, letra irreverente e melodia eletrizante. Logo no lançamento alcançou 500 mil streams no Spotfy e está na 182ª posição da parada mundial. Nela, a cantora coloca a sua sensualidade no avesso da exploração e do uso da fêmea. Ela é a nova mulher, que vai pra cima, rebola e exige, dita o seu tempo e espaço e desafia.


24 de Maio de 2017, 17h40

Um passeio pelas Américas com o Projeto Zamba

O álbum é um giro musical por todas as boas influências do Novo Mundo, feito com um olhar solto e repleto de imaginação. Uma série de trechos rítmicos, temas curtos, improvisos e vigor melódico que seguem uma trajetória linear, onde cada tema conta um trecho da história.


03 de Maio de 2017, 12h32

Belchior e as canções de seu tempo

Belchior, por alguma daquelas razões inexplicáveis, traduzia o seu tempo melhor do que qualquer outro de sua geração. Suas canções formam uma espécie de hinário de uma época e dos sonhos de quem a viveu. Ouvir Belchior novamente é sempre voltar para um local determinado guardado pelo afeto: “Eu era alegre como um rio, um bicho, um bando de pardais; Como um galo, quando havia... quando havia galos, noites e quintais”.


03 de Fevereiro de 2017, 14h40

O médico que sugeriu a morte de Dona Marisa e o romance “Um Trem Noturno para Lisboa”

A partir da abjeta sugestão do médico Richam Faissal para "romper no procedimento" de Dona Marisa, vale voltar ao livro “Trem Noturno para Lisboa”. O romance nos traz um antigo dilema ético: O médico matar ou salvar o adversário, o inimigo político.


31 de Janeiro de 2017, 10h40

Janot volta atrás e vai manter sigilo das delações da Odebrecht

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, iria pedir a retirada do sigilo das delações de 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht tão logo o material fosse homologado pela Corte. Prometeu e não cumpriu. O material é explosivo e compromete, além de Temer, uma grande horda de políticos. Por que Janot voltou atrás?


30 de Janeiro de 2017, 10h27

Globo e o BBB da prisão do Eike

Eike Batista está preso. A Globo acompanhou o empresário durante todo o trajeto de volta, quasse como um BBB. Resta ao espectador uma pergunta simples. Que tipo de jornalismo é esse, que não esclarece o que interessa, não entra no mérito e, de forma despropositada e injustificada, aparece de maneira privilegiada ao lado de um empresário que está indo para a cadeia como se fosse um amigo, como se estivesse acompanhando a seleção brasileira campeã em seu retorno?


21 de Janeiro de 2014, 18h12

Toques musicais

Andam por aí regravações de vários artistas antigos, compilações e até shows onde o cantor já morto contracena com os próprios músicos que o acompanhavam