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12 de julho de 2017, 12h53

Temer ameaça: “Se eu cair, Maia e Eunício serão os próximos”

Segundo a coluna de Andréia Sadi, o peemedebista tem alertado parlamentares que, se deixar a presidência da República, os alvos seguintes de Rodrigo Janot serão os presidentes da Câmara e do Senado.

Segundo a coluna de Andréia Sadi, o peemedebista tem alertado parlamentares que, se deixar a presidência da República, os alvos seguintes de Rodrigo Janot serão os presidentes da Câmara e do Senado. Da Redação* Com a possibilidade cada vez mais concreta da queda de Micher Temer (PMDB), ele resolveu, mesmo que intramuros, criticar o Ministério Público, mais especificamente o procurador Rodrigo Janot e ameaçar os presidentes da Câmara e do Senado. Segundo a jornalista Andréia Sadi, ele tem dito a parlamentares aliados que, se deixar a presidência da República, os próximos alvos da Procuradoria-Geral da República serão Rodrigo Maia e...

Segundo a coluna de Andréia Sadi, o peemedebista tem alertado parlamentares que, se deixar a presidência da República, os alvos seguintes de Rodrigo Janot serão os presidentes da Câmara e do Senado.

Da Redação*

Com a possibilidade cada vez mais concreta da queda de Micher Temer (PMDB), ele resolveu, mesmo que intramuros, criticar o Ministério Público, mais especificamente o procurador Rodrigo Janot e ameaçar os presidentes da Câmara e do Senado. Segundo a jornalista Andréia Sadi, ele tem dito a parlamentares aliados que, se deixar a presidência da República, os próximos alvos da Procuradoria-Geral da República serão Rodrigo Maia e Eunício Oliveira.

O discurso de Temer para os deputados, em conversas reservadas nos últimos dias, é que o MP, comandado por Rodrigo Janot, “persegue a classe política” e quer que Carmen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), assuma a presidência da República. Isto porque, caso Maia e Eunício caiam, caberá, pela linha sucessória, à presidente do STF assumir a cargo máximo.

Entretanto, em seus relatos aos deputados, Temer esquece que a lei só permite que presidentes sejam investigados por crimes cometidos no mandato em vigência. Antes da delação de Joesley Batista, da JBS, o próprio presidente já havia sido delatado pela Odebrecht, mas não foi objeto de ação pela procuradoria, que sequer pediu abertura de inquérito porque os supostos crimes foram cometidos antes de assumir a presidência.

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Ele só foi denunciado porque foi gravado por Batista, já como presidente, em uma conversa em que, de acordo com a procuradoria, indicava o cometimento de crimes. E ainda mais: o homem que ele indicou para resolver as pendências da J&F foi pego numa ação controlada recebendo R$ 500 mil que a PGR alega que eram para Temer. Com o discurso, o peemedebista ameaça, mas também apela aos deputados com uma espécie de instinto de sobrevivência para derrubar a denúncia contra ele por corrupção passiva na Câmara.

*Com informações da coluna de Andréia Sadi

 

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