27 de abril de 2018, 13h32

Temer desafia a PF: “Não vão me derrubar”

Temer disse ser alvo de uma “perseguição criminosa disfarçada de investigação”

Michel Temer desafiou, nesta manhã, a Polícia Federal a derrubá-lo. Em pronunciamento, ele disse ser alvo de uma investigação criminosa. Até agora, Temer já foi denunciado por corrupção e por comando de quadrilha pela procuradoria-geral da República, mas escapou duas vezes. Desta vez, ele é investigado por receber propinas, por meio de operadores, como o coronel Lima, no setor portuário depois de ter renovado concessões de empresas em dívida com a União que a presidente deposta Dilma Rousseff se negou a renovar. Abaixo, reportagem da Reuters: BRASÍLIA (Reuters) – O presidente Michel Temer afirmou nesta sexta-feira, em um firme pronunciamento, que...

Michel Temer desafiou, nesta manhã, a Polícia Federal a derrubá-lo. Em pronunciamento, ele disse ser alvo de uma investigação criminosa. Até agora, Temer já foi denunciado por corrupção e por comando de quadrilha pela procuradoria-geral da República, mas escapou duas vezes. Desta vez, ele é investigado por receber propinas, por meio de operadores, como o coronel Lima, no setor portuário depois de ter renovado concessões de empresas em dívida com a União que a presidente deposta Dilma Rousseff se negou a renovar.

Abaixo, reportagem da Reuters:

BRASÍLIA (Reuters) – O presidente Michel Temer afirmou nesta sexta-feira, em um firme pronunciamento, que é alvo de uma “perseguição criminosa disfarçada de investigação” no âmbito do chamado inquérito dos portos conduzido pela Polícia Federal, e disse que, se pensam “ilusoriamente” que irão derrubá-lo, não vão conseguir.

Temer fez o pronunciamento em resposta à reportagem publicada nesta sexta pelo jornal Folha de S.Paulo que afirma que a PF suspeita que ele lavou dinheiro de propina por meio do pagamento de reformas em casas de familiares e de transações imobiliárias em nomes de terceiros.

De acordo com a Folha, a investigação aponta até o momento que Temer recebeu, por meio de um amigo, ao menos 2 milhões de reais de propina em 2014, mesmo ano em que foram feitas reformas em valores semelhantes em propriedades de familiares do presidente, incluindo uma de suas filhas.