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15 de setembro de 2017, 08h33

“Temer e Cunha tramavam diariamente queda de Dilma”, garante delator

Segundo Funaro, Cunha funcionava como arrecadador de propinas para o “quadrilhão” do PMDB, enquanto Temer atuava no núcleo político, viabilizando interesses de empresas que pagavam subornos.

Segundo Funaro, Cunha funcionava como arrecadador de propinas para o “quadrilhão” do PMDB, enquanto Temer atuava no núcleo político, viabilizando interesses de empresas que pagavam subornos. Da Redação* Em mais um trecho da delação premiada do corretor Lúcio Funaro, ele deixa claro o que todos já sabiam: Na época do impeachment, o então vice-presidente Michel Temer tramava diariamente a deposição de Dilma Rousseff, com o presidente da Câmara à época, Eduardo Cunha. A denúncia consta de um dos anexos da colaboração premiada do corretor, homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na qual ele apresenta com riqueza de detalhes sua relação...

Segundo Funaro, Cunha funcionava como arrecadador de propinas para o “quadrilhão” do PMDB, enquanto Temer atuava no núcleo político, viabilizando interesses de empresas que pagavam subornos.

Da Redação*

Em mais um trecho da delação premiada do corretor Lúcio Funaro, ele deixa claro o que todos já sabiam: Na época do impeachment, o então vice-presidente Michel Temer tramava diariamente a deposição de Dilma Rousseff, com o presidente da Câmara à época, Eduardo Cunha.

A denúncia consta de um dos anexos da colaboração premiada do corretor, homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na qual ele apresenta com riqueza de detalhes sua relação com o alto clero do PMDB e nomeia os “operadores” de Temer em supostos esquemas de corrupção.

Segundo Funaro, Cunha sempre funcionou como o arrecadador de propinas para o chamado “quadrilhão” do PMDB, enquanto Temer atuava no núcleo político, viabilizando interesses de empresas que pagavam subornos ao grupo.

O corretor revelou que a relação de Cunha e Temer oscilava, dependendo do “momento político”. “Na época do impeachment de Dilma Rousseff, eles confabulavam diariamente, tramando a aprovação do impeachment e, consequentemente, a assunção de Temer como presidente”, disse Funaro.

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*Com informações do Estadão

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil/Fotos Públicas

 

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