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15 de março de 2018, 16h11

“Tentaram calar a voz dela”, afirma a irmã de Marielle Franco

Depois de fazer o reconhecimento do corpo, a professora Anielle Silva disse: “Quero dizer que hoje a Maré com certeza chora, o Rio chora, o Brasil inteiro chora. Que a gente tenha Justiça”

Anielle Silva: “Não tinha que ser assim, não era para ser assim. Vou lembrar dela com um sorrisão, uma pessoa muito boa, muito do bem, lutava muito pelas mulheres negras” – Reprodução: YouTube A irmã da vereadora Marielle Franco (PSOl-RJ), a professora Anielle Silva, esteve no Instituto Médico Legal (IML), no Centro do Rio de Janeiro, para fazer o reconhecimento do corpo. Ela disse que a família está muito abalada, segundo informações de Natália Boere, do Extra. “Tentaram calar a voz dela, um sentimento de dor e de revolta por ela e pelo Anderson. Quero dizer que hoje a Maré...

Anielle Silva: “Não tinha que ser assim, não era para ser assim. Vou lembrar dela com um sorrisão, uma pessoa muito boa, muito do bem, lutava muito pelas mulheres negras” – Reprodução: YouTube

A irmã da vereadora Marielle Franco (PSOl-RJ), a professora Anielle Silva, esteve no Instituto Médico Legal (IML), no Centro do Rio de Janeiro, para fazer o reconhecimento do corpo. Ela disse que a família está muito abalada, segundo informações de Natália Boere, do Extra. “Tentaram calar a voz dela, um sentimento de dor e de revolta por ela e pelo Anderson. Quero dizer que hoje a Maré com certeza chora, o Rio chora, o Brasil inteiro chora. Que a gente tenha Justiça. Ela só tinha um ano de mandato. Não tinha que ser assim, não era para ser assim. Vou lembrar dela com um sorrisão, uma pessoa muito boa, muito do bem, lutava muito pelas mulheres negras. A família está muito sentida. Ela não tinha sofrido nenhum tipo de ameaça”, destacou a irmã da vereadora.

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O vereador Tarcísio Motta (PSOL), colega muito próximo de Marielle, também esteve no IML e disse que todos estão muito consternados. “Foi um atentado à democracia, meu gabinete era lado do dela, éramos amigos, estamos aqui para ajudar e nos despedir da família e cobrar uma investigação da polícia, queremos entender os motivos que levaram à execução dela. Seja qual for, o motivo era inaceitável. Muita brutalidade, parece nos dar um recado, mas não vamos nos calar. Ela era uma pessoa do diálogo, carinhosa, fizemos campanha juntos, estávamos construindo coisas juntos, é uma perda para cidade do Rio, um atentado contra a democracia e vamos continuar defendendo as pautas dela, os direitos dos negros e das mulheres principalmente”, ressaltou Tarcísio Motta.

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