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24 de Março de 2017, 11h59

Terceirização pode chegar a 75% dos trabalhadores do país, diz sociólogo

Segundo Ruy Braga, professor do departamento de Sociologia da USP, trabalhadores terceirizados têm jornadas mais longas, salários menores e são mais atingidos por doenças do trabalho do que os efetivos que desempenham a mesma função Por Redação De acordo com Ruy Braga, professor do departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP), a lei que permite […]

Segundo Ruy Braga, professor do departamento de Sociologia da USP, trabalhadores terceirizados têm jornadas mais longas, salários menores e são mais atingidos por doenças do trabalho do que os efetivos que desempenham a mesma função

Por Redação

De acordo com Ruy Braga, professor do departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP), a lei que permite a terceirização irrestrita, aprovada na quarta-feira pela Câmara, pode fazer com que os trabalhadores brasileiros sob esse regime passem a ser maioria.

“Isso porque os brasileiros hoje terceirizados têm duas características ainda predominantes no mercado de trabalho brasileiro – eles são pouco qualificados e recebem baixos salários. Ainda segundo a Rais, 73% dos vínculos contabilizados naquele período (o último dado disponível), 34,5 milhões, têm remuneração média de até três salários mínimos e 75,9%, escolaridade que chega, no máximo, ao ensino médio completo. Um em cada cinco concluíram, no máximo, o fundamental”, afirma.

Braga cita estudos conduzidos por entidades como o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) que mostram que os trabalhadores terceirizados têm jornadas mais longas, salários menores e são mais atingidos por doenças do trabalho do que os efetivos que desempenham a mesma função.

“A terceirização ampla pode promover uma inversão estrutural no mercado de trabalho. Em cinco, sete anos o total de terceirizados por chegar a 75%”, garante.

Com informações do Valor Econômico
Foto: EBC