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01 de setembro de 2007, 02h20

Teses do antigo Campo Majoritário são escolhidas como guia

No primeiro dia do Congresso do PT, textos da "Construindo um novo Brasil" foram eleitos nos três eixos

No primeiro dia do Congresso do PT, textos da “Construindo um novo Brasil” foram eleitos nos três eixos

Por Anselmo Massad

Em discussão, o socialismo petista, o Brasil que o partido busca e o funcionamento interno. Foram 11 teses apresentadas, aglutinações entre tendências para tentar vencer o grupo que detém a maioria, mas quer fugir do antigo nome Campo Majoritário.

Como a definição é feita por meio dos crachás erguidos de delegados, não é possível precisar quantos delegados estavam presentes nem o número de votantes em cada texto-guia. No entanto, o cálculo preliminar era de que a tese “Construindo um novo Brasil” tinha 13 delegados a mais do que o conjunto das demais.

“Eles perceberam que, se não se unirem, não vão levar nada” resume um articulador paulistano da tese. O que as minorias querem “levar” são mudanças mais acentuadas do que as incluídas no texto do antigo Campo Majoritário, que defende crescimento econômico para o país, democracia participativa e mais transparência interna. A crítica dos grupos que fazem oposição é falta de precisão nos mecanismos para isso.

Valter Pomar, da Articulação de Esquerda, autora da tese “A esperança é Vermelha”, ao defender o texto para “o Brasil que queremos” ressaltou a necessidade de lutar contra os conservadores dentro do governo federal. “Defender o governo dos ataques da direita, nós já defendemos. O que precisamos é defender o governo das pessoas de direita, que perderam as eleições, mas tratam de recolocar a agenda derrotada nas urnas em pauta”, disparou.

Emendas
Durante toda a tarde, as diferentes tendências percorreram o plenário com textos de emendas aos textos-guia aprovados para colher assinaturas. Eram necessárias 93 assinaturas de delegados para que a emenda seja submetida a apreciação.

Entre os pontos mais polêmicos, está a duração dos mandatos dos dirigentes partidários. Os defensores da tese “Construindo um novo Brasil” defendem quatro anos, em sintonia com o calendário eleitoral. Outras tendências defendem o padrão vigente até 2001 quando, sob a presidência de José Dirceu, os mandatos passaram para os atuais três anos.

Os atuais dirigentes terão seus mandatos encurtados em nove meses, para evitar que a disputa interna coincida com as eleições municipais de 2008. O Processo de Eleições Diretas (PED) deve ocorrer em dezembro deste ano.


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