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25 de setembro de 2018, 10h50

Textos que chamam Bolsonaro de “boçal” e seus eleitores de “desorientados” são usados em prova da Faap

Apesar das duas questões se restringirem à gramática, o diretor-geral da escola disse que “respeita a autonomia dos professores”, nesse caso, houve um “erro grave”

Reprodução
De acordo com texto de Andreza Matais, na Coluna do Estadão, o colégio Faap de Ribeirão Preto incluiu numa prova aplicada aos alunos do 3.º ano e cursinho, domingo (23), dois textos publicados na imprensa críticos a Bolsonaro. Em um deles, da escritora Tati Bernardes, os eleitores do candidato são chamados de “desorientados” e no outro, o servidor federal Celso Rocha de Barros diz que se Bolsonaro vencer, dará um golpe de estado. “Se você quiser eleger Bolsonaro, aproveite, porque deve ser seu último voto”, diz no primeiro parágrafo. Apesar das duas questões se restringirem à gramática, o diretor-geral da escola,...

De acordo com texto de Andreza Matais, na Coluna do Estadão, o colégio Faap de Ribeirão Preto incluiu numa prova aplicada aos alunos do 3.º ano e cursinho, domingo (23), dois textos publicados na imprensa críticos a Bolsonaro.

Em um deles, da escritora Tati Bernardes, os eleitores do candidato são chamados de “desorientados” e no outro, o servidor federal Celso Rocha de Barros diz que se Bolsonaro vencer, dará um golpe de estado. “Se você quiser eleger Bolsonaro, aproveite, porque deve ser seu último voto”, diz no primeiro parágrafo.

Apesar das duas questões se restringirem à gramática, o diretor-geral da escola, Lafayette Tourinho Neto, disse à Coluna que “respeita a autonomia dos professores”, mas, nesse caso, houve um “erro grave”.

Tourinho disse ainda que “os textos são dogmáticos, agressivos e ofendem os eleitores do candidato. Não havia contraponto. Foi uma infelicidade grave”.

O diretor disse que vai convocar o corpo docente para uma reunião sobre o episódio.  “A escola agrediu dois princípios: respeito à pluralidade e ao próximo. Vamos refletir sobre isso.”

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