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08 de abril de 2015, 09h26

Tiros que mataram Eduardo e moradora do Alemão teriam partido de policiais

Segundo informações vazadas da Divisão de Homicídios, investigadores estão certos de que PMs são responsáveis pelas mortes da criança e da dona de casa Elizabete de Moura Francisco, na última semana

Segundo informações vazadas da Divisão de Homicídios, investigadores estão certos de que PMs são responsáveis pelas mortes da criança e da dona de casa Elizabete de Moura Francisco, na última semana Por Redação O menino Eduardo de Jesus Ferreira estava sentado na porta de casa quando foi atingido por um tiro na cabeça (Renato Moura/Voz das Comunidades) Os tiros que mataram o menino Eduardo de Jesus Ferreira, de 10 anos, e a dona de casa Elizabete de Moura Francisco, de 41, na última semana, foram disparados por soldados que integram as equipes que ocupam o Complexo de Favelas do Alemão, no Rio de Janeiro....

Segundo informações vazadas da Divisão de Homicídios, investigadores estão certos de que PMs são responsáveis pelas mortes da criança e da dona de casa Elizabete de Moura Francisco, na última semana

Por Redação

(Renato Moura/Voz das Comunidades)

O menino Eduardo de Jesus Ferreira estava sentado na porta de casa quando foi atingido por um tiro na cabeça (Renato Moura/Voz das Comunidades)

Os tiros que mataram o menino Eduardo de Jesus Ferreira, de 10 anos, e a dona de casa Elizabete de Moura Francisco, de 41, na última semana, foram disparados por soldados que integram as equipes que ocupam o Complexo de Favelas do Alemão, no Rio de Janeiro. Essa foi a conclusão a que chegou a Divisão de Homicídios (DH) da Polícia Civil carioca, segundo informações obtida pelo portal Veja.

De acordo com a matéria, 16 testemunhas – entre parentes das vítimas, quatro policiais das Unidades de Polícia Pacificadora e sete do Batalhão de Choque – já foram ouvidas pela polícia. No caso de Eduardo, dois agentes da UPP do Alemão são os maiores suspeitos. “Em depoimento, os dois disseram ter efetuado disparos com seus fuzis. Temos uma suspeita maior sobre um deles, mas vamos concluir isso rapidamente”, afirmou um investigador à reportagem.

Veja também:  Comunismo para o século XXI

Há também indícios de que os policiais envolvidos tenham alterado a cena do crime. Peritos da DH e do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) não encontraram no local cartuchos, cápsulas e nem mesmo o projétil que perfurou a cabeça da criança.

Nesta semana, deve ser realizada reconstituição para se analisar a procedência do disparo que atingiu Eduardo. Sua mãe, a doméstica Terezinha Maria de Jesus, de 40 anos, prestará depoimento assim que retornar do Piauí, onde ocorreu o enterro do garoto.

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