11 de julho de 2018, 15h03

Trabalhadores italianos da Fiat entram em greve após contratação de Cristiano Ronaldo pela Juve

A compra milionária do craque português pela Juventus tem participação direta da montadora de automóveis, cujo herdeiro é o presidente do clube italiano. "Não é aceitável que os trabalhadores continuem a fazer enormes sacrifícios econômicos enquanto a empresa gasta milhões de euros num jogador", diz sindicato

Foto: Reprodução/Vistanet

Trabalhadores italianos da FCA (Fiat Chrysler Automobiles), uma das maiores fabricantes de automóveis do mundo, que produz os carros Fiat, anunciaram nesta quarta-feira (11) que entrarão em greve por conta da contratação do craque português, Cristiano Ronaldo, pelo clube Juventus.

O time italiano pagou 105 milhões de euros ao Real Madrid pelo jogador e a compra teve participação direta da Fiat. O herdeiro da fabricante de carros, Andrea Agnelli, é o atual presidente da Juventus. Diante do fato de que boa parte do dinheiro pela contratação do CR7 veio dos cofres da Fiat, trabalhadores, que há anos lutam por melhores salários e condições de trabalho, deflagraram a paralisação.

“Não é aceitável que os trabalhadores continuem a fazer enormes sacrifícios econômicos, enquanto a empresa gasta milhões de euros num jogador. Eles dizem às famílias para apertarem cada vez mais o cinto e depois decidem investir tanto dinheiro num jogador. Acham isso justo? É normal uma pessoa ganhar milhões, enquanto milhares de famílias a meio do mês já quase não têm dinheiro? Somos todos empregados e esta diferença de tratamento não pode continuar”, diz um comunicado do Unione Sindacale di Base, organização sindical em que os funcionários da empresa estão organizados.

A milionária contratação de Cristiano Ronaldo foi oficializada nesta terça-feira (10) e o atleta, como jogador da Juventus, deverá receber cerca de 30 milhões de euros por ano.

A greve dos trabalhadores terá início no domingo (15) e durará até terça-feira (17).