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25 de julho de 2013, 15h28

Transexual acusa supermercado de discriminação

Maria Augusta Silveira afirma que unidade de São José do Rio Preto do Carrefour desistiu de contratá-la após descobrir que ela era transexual

Maria Augusta Silveira afirma que unidade de São José do Rio Preto do Carrefour desistiu de contratá-la após descobrir que ela era transexual  Da Redação Maria Augusta Silveira foi uma das primeiras pessoas a passar por uma cirurgia de mudança de sexo no Brasil (Foto: Reprodução / Facebook) A transexual Maria Augusta Silveira, uma das primeiras pessoas a passar por uma cirurgia de mudança de sexo no Brasil, em 1998, acusa o Carrefour de desistir da sua contratação após saber da sua condição de identidade de gênero. Guta, como é conhecida, participou de um processo seletivo para trabalhar na unidade...

Maria Augusta Silveira afirma que unidade de São José do Rio Preto do Carrefour desistiu de contratá-la após descobrir que ela era transexual 

Da Redação

Maria Augusta Silveira foi uma das primeiras pessoas a passar por uma cirurgia de mudança de sexo no Brasil (Foto: Reprodução / Facebook)

A transexual Maria Augusta Silveira, uma das primeiras pessoas a passar por uma cirurgia de mudança de sexo no Brasil, em 1998, acusa o Carrefour de desistir da sua contratação após saber da sua condição de identidade de gênero. Guta, como é conhecida, participou de um processo seletivo para trabalhar na unidade da rede de São José do Rio Preto, cidade do interior paulista onde mora.

Ela afirma ter sido aprovada no processo seletivo para trabalhar no setor de frios do supermercado, realizou exames médicos admissionais e até abriu uma conta bancária, a pedido do setor de recursos humanos do Carrefour, para que pudesse receber os pagamentos. Entretanto, quando apresentou seu histórico escolar, onde ainda constava o nome de homem, a empresa solicitou que Guta esperasse a confirmação da contratação e posteriormente a informou que a vaga já havia sido preenchida.

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Ao tentar conseguir a efetivação da contratação, foi informada pelo RH do Carrefour que, assim que surgisse uma nova vaga, ela seria chamada pela empresa. Porém, no mesmo dia em que foi informada que a vaga já tinha sido preenchida, uma amiga de Guta, que trabalha no supermercado, entregou para ela um folheto que anunciava a mesma vaga para a qual ela havia se candidatado.

Guta ainda afirma que foi chamada de “traveca” em uma conversa escutada por ela no setor de recursos humanos do Carrefour de São José do Rio Preto. “Fiquei em choque. Insisti com a moça que não tava certo, eu fiz tudo o que pude para pegar a vaga, mas ela foi irredutível. Isso acabou com meu psicológico, minha autoestima e ainda, antes disso, houve um dia em que esperava pela moça e ouvi quando alguém perguntou ‘a traveca ta esperando a fulana?’, então houve um ‘xiiiiii’, como a mandar a pessoa ficar quieta”, publicou na sua página pessoal do Facebook.

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De acordo com a advogada Leandra Merighe, do Grupo de Amparo ao Doente da Aids, que possui um núcleo jurídico que presta apoio ao público LGBT, o Carrefour cometeu dois crimes no caso. O de preconceito contra a pessoa humana, previsto na Constituição, e o de discriminação trabalhista, enunciado em lei federal. A advogada está ajuizando uma ação indenizatória por danos morais contra o Carrefour.

O Carrefour informou, por meio de nota, que já se desculpou e explicou para Maria Augusta Silveira que houve um erro no processo de seleção. “Casos como este são pontuais e, assim que identificados, prontamente corrigidos”, diz a nota. A rede de supermercados afirmou também que iniciou um processo de reorientação de todos os envolvidos no caso de Guta, e demais colaboradores da unidade de São José dos Campos, para assegurar o cumprimento de suas diretrizes.

“A empresa reitera que tem uma rigorosa política de diversidade, difundida por meio de treinamento de seus 40 mil colaboradores, e repudia qualquer tipo de descriminação”, afirma o Carrefour na nota.

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Com informações do portal Terra. 

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