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30 de agosto de 2018, 12h47

Treinamento da PM: “Eu miro na cabeça e atiro pra matar”

Assista o vídeo com o canto da PM em um treinamento, numa movimentada avenida de Santos, no litoral paulista, dizendo que atiram para matar

PMs cantam em treinamento. Foto: Reprodução
Atualizado as 16h Um batalhão da PM passou pela Ana Costa, movimentada avenida de Santos, no litoral paulista, na manhã desta quinta-feira (30), em treinamento entoando o canto: “Eu miro na cabeça, E atiro pra matar, Se munição eu não tiver, Pancadaria vai rolar”. O vídeo, que está bombando, circula nas redes sociais desde as primeiras horas do dia. Nele dá para ouvir claramente uma voz de comando gritando cada verso que é repetido pela tropa. A Polícia Militar informou através de nota que “o vídeo veiculado nas redes sociais não reflete os princípios adotados pela Instituição, que defende a vida e...

Atualizado as 16h

Um batalhão da PM passou pela Ana Costa, movimentada avenida de Santos, no litoral paulista, na manhã desta quinta-feira (30), em treinamento entoando o canto: “Eu miro na cabeça, E atiro pra matar, Se munição eu não tiver, Pancadaria vai rolar”.

O vídeo, que está bombando, circula nas redes sociais desde as primeiras horas do dia. Nele dá para ouvir claramente uma voz de comando gritando cada verso que é repetido pela tropa.

A Polícia Militar informou através de nota que “o vídeo veiculado nas redes sociais não reflete os princípios adotados pela Instituição, que defende a vida e a integridade física das pessoas. Os instrutores responsáveis foram afastados da atividade de docência e foi instaurado procedimento disciplinar para apuração”.

Caso Herbert Saavedra

Na noite desta quarta-feira (29), o major da PM, Herbert Saavedra, acusado pelo assassinato dos adolescentes Douglas Silva e Felipe Macedo Pontes, ambos com 17 anos, em 2011, época do crime, foi absolvido. O júri popular, presidido pelo juiz Anderson Fabrício da Cruz e composto por sete jurados, considerou, por quatro votos a três, que o major agiu em “legítima defesa”. O Ministério Público anunciou que vai recorrer.

Veja também:  Réu em ação ambiental, Chitãozinho vira garoto-propaganda de Bolsonaro e agronegócio

Intervenção militar no Rio

Relatório do Observatório da Intervenção, que levanta dados da intervenção militar no Rio de Janeiro, divulgou, em 16/08, documento onde aponta que “o modelo de segurança dependente de munições, tropas e equipamentos de combate não é capaz de produzir as mudanças de que o Rio necessita”. Na soma dos seis meses de intervenção, 736 pessoas já haviam sido mortas pela polícia. Entre as autoridades foram mortos 51 agentes e um militar.

Aconteceram 4.850 tiroteios na cidade em consequência de disputas de facções, confronto policial, operações e perseguições. Foram cometidos 2.617 homicídios dolosos e 99.571 roubos.

 

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